terça-feira, 31 de maio de 2016

o esquilo da Nazaré


O esquilo da nazaré foi muito atrevido, naquele pinheiro conduzido em povoamento, com os ramos cortados. É um animal engraçado e curioso, de maneira estática, com os olhos postos em nada, ali preso na casca de pinheiro, aguardando a vontade, a vontade que se invada do seu estar e da sua vida pachorrenta ou agitada.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

osga do marmeleiro


É assim que o abandono de locais supostamente naturais, deixa o seu logro, a sua marca, e no final das coisas é novamente a vida selvagem que retoma os seus locais de origem, retornando e repovoando...
Nas portas de entrada do parque urbano das penhas do marmeleiro (Cascais) somos bem recebidos pelo magnífico réptil... osga...
Tarentola mauritanica.

sábado, 28 de maio de 2016

Anthocharis cardamines


Esvoaçando sob o coberto das grandes frondes, dos carvalhais e sobrais do vale da Quinta da Fonteireira, Belas... A belíssima borboleta Anthocharis cardamines, esvoaçando e agora pousada, sobre o feixe de luz, no bosque.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

ovos garrafa (insecta)


Nos olivais de Moura, é nas linhas de vegetação de Pistacia lentiscus, mais propriamente numa das suas pequeninas folhas opostas, que dei de caras com este pequeno grupo curioso de ovos depositados, o paradeiro do depositante, eu desconheço, de qualquer das formas, fica aqui o registo deslumbrante destes ovos... e a sua forma curiosa...

terça-feira, 24 de maio de 2016

Aranha-saltadora-cornuda


Os tons beje dos prados alentejanos fazem adivinhar a presença de invertebrados estranhos e bizarros, os invertebrados ibéricos...
Mas se me abaixo, descubro um mundo ainda mais complexo, desfragmentado na presença desta belíssima aranha da família Salticidae.


É a belíssima aranha Thyene imperialis.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

o bando das gralhas


Procurando alimento nos campos húmidos das terras baixas de salreu, este bando de gralhas-pretas mais que se diverte, uns com os outros, uns e outros...

domingo, 22 de maio de 2016

Ronisia barbarula


A denominada aranha-formiga, um grande himenóptero, passeia-se num estradão de arenito na serra da Carregueira. 

sábado, 21 de maio de 2016

o pequeno aderno


Crescendo pelo bosque perenifólio, o pequeno aderno ali instalado, fruto da dispersão da planta mãe, que dissemina as sementes ao longo do pequeno vale encaixado nos belos xistos escuros da serra. Qual humidade fresca que se apodera do ambiente, e o som do regato, qual cores verdes do bosque amplo de sobreiros e grande adernos de porte arbóreo... É o pequeno aderno...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

na pele da cigarra


Outrora cantante nos vastos olivais tórridos e de calor ondulante, a grande cigarra deixa a sua pele à mercê de uma imagem grandiosa e de uma recordação altamente ruidosa.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

pinus e as duas urzes


Na base do pinheiro grotesco, no urzal que irá florir, as duas espécies frente a frente, cobrem o ritidoma cascoso e fendido, de tão alto pinheiro-bravo... É a vez de líquenes e musgos, de deitarem as mãos ao entorno desse pinheiro, de o envolverem, fixando as suas partes biológicas a um solo recém formado, e em certa medida, criado por todas elas, as espécies dos matos...

No lado esquerdo temos a Erica umbellata, e do lado direito da base do tronco deste pinheiro temos a Calluna vulgaris, com as flores secas e pálidas.
São Martinho do Campo.
by Rui Faria

terça-feira, 17 de maio de 2016

o brilho da raposa


Captada misteriosamente, no véu do final da tarde, que carvalhal verde que impele odores frescos e saudáveis, no ambiente da raposa vermelha... Mas sorrateira e misteriosa, ela caminha pela floresta, com um olhar denso e jovem, quase fofo, lembrando o selvagem, o bravio coração vidral, que impele a mente e o pensamento, pelas estradas e trilhos do mundo natural, das sombras dos dias terminados, e dos passados dias esquecidos... A raposa andante e esfaimada, pata sobre pata, ser fugidio e belo, qual admiração, qual encanto que observo e observa-me, com seus olhos brilhantes e densos, reflectidos pela máquina, pela captação efémera da vida breve... Pela alma esfomeada de juntar a beleza recriada e engrandecida, na minha e na tua... 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

hastes do Lucanus cervus


Sorvendo os líquidos que trensbordam do ritidoma do grande carvalho, este grande macho, cravado por entre a grossa capa de musgo que atapeta o tronco...
Na margem do rio lourido.

domingo, 15 de maio de 2016

Api...Urze


São as abelhas, as grandes polinizadoras que esvoaçam de urze em urze, de flor rosa em flor rosa, procurando o melhor néctar e o mais doce... Sorvendo o precioso líquido, alimentando a proliferação da colónia...
Mel de Urze, esforço de abelhas, doçe gostoso...  

sexta-feira, 13 de maio de 2016

a vespa e o roxo



A vespa embrenhou-se no interior da flor, esfomeada e insaciada, procura o precioso néctar no abrigo da câmara floral. Roxa flor, que se abre, para os insetos, para a sua vinda, para o festim,... na primavera das flores...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

o maçarico-das-rochas


Na margem, das águas que baixam e sobem ciclicamente, que cobrem as areias lisas douradas e que tanto alimento oferecem as suas vasas, que tantos invertebrados se escondem nesse manto, para que cada ave com um bico especialista os consiga apanhar...
E o maçarico procura a margem, procura nessa linha terrestre e aquática, caminhando incessantemente por todo o estuário...
Na Reserva Natural Local do Estuário do Douro, as aves encontram refúgio garantido, na sua permanência ou durante a migração... 

terça-feira, 10 de maio de 2016

as urzes atlânticas


A urze que pinta de rosa as serras quartzíticas e os vastos montes graníticos. A Erica umbellata.


A Erica tetralix vegetando em lameiros húmidos em alta montanha. São as suas lindíssimas flores pendentes pálidas.


A grande urze que pode atingir um porte possante e arbóreo, a Erica arborea, planta que é capaz de se expandir e formar formações serradas e densas.


E também a grande urze branca, a Erica lusitanica, de ocorrência rara e em lugares húmidos, pântanos, brejos e outros.


A Erica australis, e a sua grande flor rosada, de aspeto arbustivo muito semelhante ao da urze arbórea.


A Erica cinerea, que vegeta em solos pobres, também abundante, ocorrendo em serras xistosas e quartzíticas, mas também em solos graníticos degradados.


A Erica ciliaris, ou a urze peluda que vegeta em lugares húmidos ou muito próximos de água.


E por fim a urze atlântica por excelência, a Daboecia cantabrica, de ocorrência em montes húmidos e de exposição costeira.

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Ficam a faltar outras 3 espécies de urzes bem como o medronheiro...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Arriba fóssil


Os arenitos antigos compactados, de antigos deltas, ou depressões aluvionares, apresentam-se agora cortados pela erosão costeira, esculpidos pela força dos ventos, e moldados por ação das chuvas... São rapidamente colonizados por pinheiros e zimbros, grandes árvores que fixam estes solos frágeis, juntamente com outras tantas centenas de espécies botânicas interessantes...
Fonte da Telha
by Rui Faria

sábado, 7 de maio de 2016

Iphiclides feisthamelii


No alto do cabeço de Montachique, mesmo em redor dos topos dos prismas vulcânicos, as grandes borboletas esvoaçam numa grande azáfama... Mais de 5 espécies, entre as quais esta, procuram as flores floridas, ou se ondulam num bailado característico, impelido pela brisa ligeira que sopra neste antigo cone vulcânico. 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O sol pôr do Pinheiro


Sempre que o sol se põe, em mim nasce a certeza de sentir um sabor quente e uma luz preponderante e mágica, um observar eterno de uma conjugação de luzes e formas estampadas, imprimidas aleatóriamente pela sequência eterna da passagem dos dias... É a luz que desvanece, é a sombra que aparece, é o meu corpo que aquece cada vez mais qando te toca, quando te vejo, e te olho, cores dos olhos reflectidas pelos reflexos de cada um, pelas cores do entorno, por essas cores quentes, por esse pinheiro nu e sem folhas, e por um sol descendente que pinta o céu... 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sapo aquático


O sapo-comum refresca-se num pequeno ribeiro com o sentido de caminhar pela borda da água da margem, de permeio com os parcos raios de sol, que atravessam o arvoredo ribeirinho ou aquela figueira encravada na antiga ponte que o atravessa...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

mais amonites...


Mais amonites na serra da Boa Viagem, nas vertentes íngremes e agrestes, remanescentes de tempos pré-históricos à muito abandonados pelo tempo lento,... São moldes impressos em margas, são resquícios de antigos mares ricos, são impressões marcadas, numa viagem pelos belos estratos da serra...


terça-feira, 3 de maio de 2016

A bolha de magma e o rabirruivo


Na praia de ribeira de ilhas podemos observar esta espantosa bolha de basalto, como uma formação ainda pouco compreendica e rodeada por uma crosta sedimentar, tal e qual uma ferida aberta que sai das entranhas da terra. É uma rocha dura que faz frente à força erosiva do mar e subjuga as outras rochas como o calcário e o arenito.


O rabirruivo, um dos progenitores que alimenta constantemente as 4 crias no ninho, encravado num buraco da falésia, em frente à bolha magmática. A tarefa é árdua e exigente, e implica que ambos os progenitores se debruçem com energia sobre estes habitats costeiros em busca de invertebrados para saciar as jovens crias.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

o olho da thymelicus


O olho da pequena borboleta que revela a transparência e a beleza do habitat herboso onde se encontra. Imóvel na sua presença ao sol temperado do início primaveril... Brisa que ondula a imensidão de caules vegetais...