quinta-feira, 31 de março de 2016

Rio tua... verdes salgueiros


Beleza selvagem e um rio que o deixará de ser, deixará de ter salgueiros, e se eu me alongar aqui, o lamento e a tristeza, podem ser golpes fortes na leitura... 
Que ternura de rio que deixará saudades, daqueles dias quentes nas suas margens, das noites sonhadoras, nas pedras polidas, nas lajes estendidas e em cascatas pequeninas, criadoras de bom ruído e de beleza momentânea... Saudades, das curvas profundas e de remotos lugares, paisagem que arregala os olhos sem piscar, sem pestanejar, e quando respiro,... Um último abraço, um adeus ou um até já... Porque neste espaço, ficarão memórias das árvores, dos animais, da geologia fantástica, do tempo, do passado, da terra, da vida... Que embaraço tão grande é o nosso por deixar partir tão belo lugar sem contestar...

O magnífico Vale do Rio Tua...
RIO TUA, ... ... ... 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Crocus carpetanus (serra da boneca)


Uma das flores mais comuns em prados de montanha, como por exemplo aqui na serra da boneca, em finais de março, mas sendo endémica da península ibérica, podemos olhar para ela com outros olhos e reflectir na sua parca área de distribuição... Sozinha ou em pequenos grupos tal como o da imagem, em pequenos ou grandes prados rasantes por essas montanhas nortenhas fora.

terça-feira, 29 de março de 2016

"invasão" do musgo


No alto da serra da boneca por entre lajes afiadas de xisto, as variadas espécies de musgos proliferam a um ritmo incrível, favorecidas pelo solo característico, mas sobretudo pela disposição das lajes de xisto deixadas pela exploração do local ou pela queda natural de blocos maiores. Nesta imagem vemos o musgo como água que se entorna num prato e o envolve por completo...

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pteridium aquilinum na serra da cabreira


Por entre a Erica arborea, muito perto do alto do talefe, numa encosta suave ecom matos altos.


Com o flash da câmara, iluminando o grupo de fetos. 


Continuando a desenvolver e a crescer as suas delicadas folhas.


Pteridium aquilinum, feto-comum.

domingo, 27 de março de 2016

Apodemus sylvaticus (dunas de Gaia)


Saltitando entre as madorneiras e outras plantas dunares, este pequeno rato-dos-bosques, procura alimento, pequenas sementes por exemplo, e indiferente à minha presença ali especado a olhar para este belo e pequeno mamífero.

sábado, 26 de março de 2016

o bivalve de rebordo negro


Veio para à praia como um viajante morto e sem vida, uma carapaça que albergou um ser filtrante lá no fundo do mar, depositado aqui sobre os finos grãos de areia, até a rebentação e os ventos desgastarem a sua coloração...


Uma última abertura...

sexta-feira, 25 de março de 2016

raios de sol em Espichel


Se eu deixasse de ver a natureza, o tempo parava para nunca mais abraçar o que me abraçou, em épocas e momentos de saudades, de te ver e de te olhar, e de sentir arrepios pela pele e pelo corpo todo, como chamarizes dos sentidos, como contemplar o alto céu e mirar aquele pôr do sol gigantesco e assombrador que nos afronta com todo o esplendor e cor, que nos viola o olhar mas com a permissão de nos deixarmos levar pelo espectáculo de formas, cores e luzes naquele céu "sulense". São os feixes de luz que me fazem imaginar eu aqui na encosta, posta a mão no peito e sentir uma energia, do que se ilumina e do que se irradia por todo o entorno, e por de novo imaginar como será a noite sem sol, quando virá o dia com sol e para onde irão aquelas nuvens... Para onde irão os feixes de luz solar que atravessam a penumbra das nuvens...
São os raios de sol...


by Rui Faria ~, no cabo Espichel em um fim de tarde de Fevereiro.

quinta-feira, 24 de março de 2016

lugares, Aderno...


Vou-te contar uma história, daquele tempo e daquele lugar esquecido e isolado, daquele viajante empolado que procura os mistérios ignorados, na sensibilidade de os compreender e os abraçar, que caminho eu por entre árvores bonitas, na sombra de folhagens, avanço adentro, tocando no tronco, daquele jeito de encostar a pele na casca ou no ritidoma, áspero e sentir a energia pura, o despertar para a saudade minha e tua, sentir um ser vivo, sentir apenas, sentir simplesmente... Mas a encosta é dura no calor imenso que me retira água, que me deixa tenso, que me dá memorias, que me dá segredos, e eu não sei como esqueço viagens antigas, de outros percursos de outros lugares, de outras paragens e sabores, que me trouxeram a alegria e o impulsionar para cá voltar novamente e procurar algo que nunca vi, algo que ali está, uma flor, uma pedra, uma textura, uma cor nos tons, e os sons que me chegam ao ouvido, daquela ave e da outra ave, que pelos raminhos, que pelas pontinhas da ultima folha erecta daquele arbusto observam o entorno, como vigias, como sentinelas, e outras que não se importam, sintam as minhas mãos no ar e a brisa leve e quente da encosta... Sente este lugar... olha para o aderno...
by Rui Faria

quarta-feira, 23 de março de 2016

Alga em poços de maré


Submersa bailando com a suave entrada de água pelos poços, duas vezes por dia perto da superfície ou totalmente exposta, é a vida destes seres marinhos... na orla costeira de Vila Nova de Gaia.

terça-feira, 22 de março de 2016

Serra da Boneca (Wild)


Na serra da Boneca, o campo de xisto me engalana os olhos, as encostas laminadas, por finas camadas de rocha cinzenta, e por vegetação rústica adaptada a este tipo de paisagem agreste. As cinco espécies de urzes estão cá presentes, uma contagem que admiro efetuar sempre numa serra como esta, é a Erica arborea, a Erica australis, a Erica umbellata, a Calunna vulgaris e a Erica cinerea, e outras tantas espécies, que juntas formam um habitat ou um espaço vulgarmente designado por matos... São belos matos que se apressam a florir com a entrada da nova estação, tal como o faz o Ulex micranthus, encravado em pequenas manchas nas zonas mais abrigadas do alto da serra, mas com exposição a sul por exemplo... formando no seu todo esses vastos matos uma característica tonalidade verde escura.
O xisto salta à vista, como um campo de lâminas que pontilham as encostas até ao ponto mais alto e exposto, descobertas pela erosão, ou pela extracção indiscriminada, deixando uma paisagem rústica característica, que a vegetação a ferro e fogo desbrava e corrói até permitir que as árvores se instalem a partir das lajes xistosas, começando pela fixação dos primeiros colonizadores, os líquenes e musgos, que, lado a lado com as diversas espécies de matos, pintam esta linda serra de cor, mas sobretudo de vida.


Erica cinerea, em princípios de floração.


Carqueja e os pequenos rebentos florais.


Concentração de líquenes Cladonia sp.


Sobrevoando as encostas dois corvos Corvus corax, emitindo o som característico e mais grosso que o das gralhas.


Uma das asteráceas mais comuns por esta serra vegeta nos interstícios do campo de lâminas xistos ou pelas encostas e matagais rochosos, pintando de amarelo com as ~suas múltiplas pétalas abertas ao sol primaveril.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Galinha-de-água incubando


Nos meandros do estreito rio jamor, este casal de galinhas-de-água ainda aperfeiçoa o ninho em forma de taça... Nidificando em pleno leito do rio, estão a salvo de predadores, mas sujeitam-se ás intempéries fortes e imprevisíveis.


A progenitora, incubando os ovos, quase imóvel...


Os ovinhos, cerca de 5, bem acamadinhos no interior das folhinhas que foram recolhidas nas margens do rio.


Dando mais uns retoques, é muito meticuloso,... tem de estar perfeito.


Continuando a incubar os ovos depois de algumas incursões fora do ninho em que este fica desprotegido...

domingo, 20 de março de 2016

gafanhoto e seu alimento


Perto do ponto mais alto da serra do marão, em um prado, em um matagal, este pequeno ortóptero alimentado-se de uma erva, de uma gramínea...



sábado, 19 de março de 2016

o festim da mosca (pólen branco)


Na flor daquela umbelífera, daquela flor branca, e este inseto por lá passou e se alimentou, banqueteando-se com o rico néctar floral...
O festim da mosca é algo único e imprevisível, e mais uma mosca colorida das centenas de espécies que habitam a península ibérica...

sexta-feira, 18 de março de 2016

gaivotas no Cabedelo


A hora do ponta na vasa do estuário do douro (R.N.L.E.D.), e centenas de gaivotas das duas espécies mais frequentes por estas bandas...


Simplesmente descansando, ou limpando as penas, é o quotidiano destas aves...


No final da tarde a luz quente incide sob o grande bando de gaivotas...
  Larus michahellis
Larus fuscus

by Rui Faria...

quinta-feira, 17 de março de 2016

Espichel (cores e textura da falésia)


A minha terra, as minhas cores, nessa beleza que agora se mostra encantando olhos meus, aspereza ao tocar ou a suavidade do arenito polido, porque as duas mãos se querem tocar naquilo que é algo bonito, belíssimo e estrondoso... Estou ansioso por descer à praia redonda, ao porto de abrigo e nas pedras roladas tocar, e me encantar, mas já estou encantado, mas ao descer vou perceber que há muito mais, muitas cores, muitas formas, e os pinheiros ali cravados contam-me a história perpétua da sua fixação, e porque eles são objeto da minha fixação?...são o desbravar da terra dura, penetrando as suas raízes bem fundo, onde as mais pequenas plantas não conseguem, abrindo caminho, espalhando arvoredo,...pelo tempo...
São as cores, são os desmontes, são as derrocadas, são as terras que resvalam, são as curvas e os caminhos... É uma falésia que contou uma história...~



By Rui Faria

quarta-feira, 16 de março de 2016

corvo-marinho no Tejo


Seja no tejo ou no douro, estas grandes aves não podem deixar de faltar e são companheiras inseparáveis destes dois grandes cursos de água...
Aqui na margem norte do rio tejo às portas da grande metrópole, estas possantes aves andam constantemente à caça de peixe... Estes corvos-marinhos "estremadurenses" são frequentemente observados por uma atenta observadora e fotógrafa de natureza, na sua busca voraz por peixe grande, não raras são as vezes em que os clics da sua máquina captam imagens grandiosas de peixes enormes a serem engolidos de uma só vez e à superfície, outras com alguma dificuldade,... visto que fisicamente é uma tarefa difícil engoli-los debaixo de água... e ainda bem, pois presenteiam imagens deslumbrantes...

By Rui faria com Manuela Nobre

terça-feira, 15 de março de 2016

narcissus alto de Colaride


Por esse grande prado verdejante, verde verdinho e terra rossa, uma mistura rica, uma aparência fértil, um solo terreno que abriga um leque de plantas anuais mantidas a um estrato rasteiro pela ação constante do pastoreio de herbívoros domésticos...
Em finais do passado fevereiro estes belos narcisos despontam no alto deste panorâmico monte, com o seu amarelo a dar um ar da sua graça por entre o vasto verde "adormecido".
by Rui Faria - alto de Colaride 

segunda-feira, 14 de março de 2016

o Galeirão... e o Pântano


Esquivo e escondido, pelos meandros do pântano, pelas águas silenciosas e calmas, pelo silêncio que impera no ar e pela força de querer observar uma espécie enigmática que me mostra todos os anos e todas a épocas, encantos que me maravilham... o corpo altivo e as penas escuras, o nadar efeminado, e a áurea mística da envolvente pantanosa, me fazem embalar, nos sons silenciosos e na observação delicada dos galeirões... do galeirão, e do pântano... 

Mamodeiro, by Rui Faria

sábado, 12 de março de 2016

Douro, corvo-marinho, céu,...


Certo que os momentos chegam, e as tuas águas ondulam, ao sabor das marés, ao sabor das correntes,... sabor é bom! Sabor é doce, mas estas águas são salobras, mas agora castanhas e turvas, fruto da forte precipitação invernal e das águas despejadas do teu ventre nublado ou do teu corpo ensolarado,... 
E as ondas no embalo das marés, e tu o que vês?, eu vejo o corvo-marinho no afazer da caça, na captura do peixe, voando de lugar em lugar na busca constante por peixe delicioso abundante, quando se farta voa para onde quer, voa para onde vai, vive para onde quer...
E essas águas turvas ali estão, e enquanto não se vão, deixam o rio com esta bela coloração deslavada, emaranhado de pó e lama molhada, que por essa água se solta e se espalha por um troço ribeirinho, curva após curva...
E agora a brisa me enregela, porque o sol se esconde nas nuvens, porque não espreita quando eu quero, porque se esconde quando eu sinto, porque me olha quando eu falo, porque me aquece quando o ócio se me apodera, naquele momento em que as aves passam voando cima e baixo, desleixo e não as vejo, são rápidas, e os corvos mergulham, e as gaivotas contrastam lá no alto com aquela nuvem gigante que para sudeste se desloca...
Agora é hora de voltar, o inverno está prestes a terminar,



começa algo...

sexta-feira, 11 de março de 2016

falésias do Magoito


Falésias dos estratos horizontais, de camadas depositadas há muito tempo, desgastadas pela ação erosiva da linha do "quebra-mar", mar este que corta terra como uma gigantesca faca e remete estas falésias para a horizontalidade... A imponência do local no pôr do sol, é o regalo dos olhos meus, é o brilho e a sensibilidade nos meus olhinhos, é as palavras de admiração e espanto por tão belo local, varrido pelos ventos agrestes do agora, embora sou pequeno perante essa imponência, perante essa grandiosidade que me abre as pálpebras, perante a dimensão do espaço e as eras gravadas nele, as histórias de um passado remoto escritas em cada camada,... Falésias que contam histórias,...

quarta-feira, 9 de março de 2016

Melro-de-água (Ruivães)


No rio de águas cristalinas bordejado por um belo carvalhal e abundante vegetação ribeirinha, o melro-de-água anda à caça de invertebrados por entre as rochas polidas do leito.


O melro-de-água (Cinclus cinclus).




domingo, 6 de março de 2016

BOCA DO INFERNO (estratos)


Uma pequena amostra da zona costeira da boca do inferno e os seus estratos horizontais polidos pela força motriz de um mar revolto... As águas azuis... Que beleza!!!

sábado, 5 de março de 2016

Rio de Ruivães (portas do P.N.P.G.)


Promontórios graníticos e pequeno canhão escavado por um rio de águas cristalinas vindo do alto rodeado de carvalhos, desgasta as rochas profundamente originando pequenas quedas de água e afunilamentos até desaguar na albufeira de salamonde...
Esta zona é mais seca e com matos, percorrida por antigos incêndios...

sexta-feira, 4 de março de 2016

asas laranja (bela borboleta)


Minha borboleta, meu encanto, pelos campos floridos, pelo recanto primaveril, pelos cheiros e aromas frescos daquela tarde, pelo campo outra vez, e pelo encanto que perdura de novo,...
Borboleta de asinhas laranja...

quinta-feira, 3 de março de 2016

gota suave...


Com uma força muito grande, tua gota é meu espelho, tua vida, me embeleza, teu encanto é meu encanto, beleza transparente e fina, imagem ao meu redor...

Uma gota, que se precipita daquela gramínea...

by Rui Faria

quarta-feira, 2 de março de 2016

líquenes vs musgos


Nas montanhas húmidas do Minho, os penedos característicos em forma de bolas são a clássica visão que se abarca desde muito longe, são uma imagem de marca vinculada a essas serras graníticas, são o destaque... Nesta imagem aqui em cima podemos observar o espaço partilhado e competido entre os tufos de musgo densos e os líquenes em forma de orelha, sendo que é possível também observar uma outra espécie de musgo em pequenos grupos no interior da mancha de líquenes.

terça-feira, 1 de março de 2016

tojal amarelo


Minhas flores amarelas espicaçadas no habitat amplo, sobre um manto, de granito enterrado e colocado, e uma serra, que beleza, de carvalhos à mistura, ou quase, ali perto, o arvoredo, que deixou a serra, amarela, e com picos, com arbustos, uma almofada linear e absorvente que ilumina tão suave encosta...