terça-feira, 11 de outubro de 2016

ciclo solar, sol pôr na Arrábida


Sempre que desceres, lembra-te, que aqui há terra, lembra-te que encontramos o paraíso calcinado nas rochas puras, encarcerado numa cúpula dura e cristalina, que encerra uma grande forma de cores, que o nosso olho permite sentir, viremos dizer de novo, que estarás de novo aqui amanhã, por volta das sete da manhã, para um clássico novo ciclo, para um novo feito, para repetir as cores de ontem, e a beleza do presente que jamais será esquecida, nem ignorada. Mas depois da tua luz se esvair em tons mais frios, o espetáculo continua, o jogo de formas efémero não para, e a luz perdura cada vez mais ténue, sobre a terra, sob o céu, e sobre o mar...
Por isso lembro-me que aí estarás amanhã, para um novo ciclo solar, e para iluminares o que quer que esteja para sempre iluminado...

                                                                   by Rui Faria, MR
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