terça-feira, 4 de outubro de 2016

carvalho gigante da Lousã


Como um velho no jardim, rodeado de crianças e jovens, que ignoram o seu saber, mas fazem parte dele e da sua infância, da sua alma, como um velho que envelhece décadas, sem perder o encanto, absorvendo histórias, resistindo a temporais, revivendo a primavera, respirando a fonte oxigenadora montana, que engalana todas essas árvores jovens, mas que envelhece uma em especial, o velho e antigo carvalho-alvarinho, sem o mimo que necessita, nem da proteção de um solo rico, ou de um aconchego boscoso, mas também de sábios velhos, companheiros, que se tocam, que se exalam, que ricos são,... Mas não, é o carvalho isolado e sozinho, sobrevivendo, e aguentando, como aquele velho sentado, no banco de jardim, à tua espera...
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