domingo, 4 de setembro de 2016

a verde paisagem


Sempre em uma paisagem, que nunca se desfaz do seu verde, ou do seu amarelo outonal, nem nunca permite que outras cores se sobressaiam, no manto vegetal imenso e a grande escala, se em macro me revela, hiperdiversidade e cores abertas, e despertas, para a sensibilidade presente, e quente, ou não seria esta uma imagem calorenta, em que a erva que apascenta aqueles animais, também a nós nos comove e move, por trilhos delineados e de fácil ascenção, tal e qual e como são, todos esses verdes iguais, absurdamente ricos em espécies vegetais, mas sem deixar os olhos fugir desse ou daquele contraste, e tu já sabes que deixaste, desde sempre, e em mim, aquela marca paisagística, que brota sempre da mesma forma, e de braços abertos, para nos olhos acarinhar, e nos braços receber, o verde viçoso, o amarelo outonal quente e um frio reconfortante, nesse ciclo anual das quatro estações numeradas, e das entradas do solstício, que lentamente mudam a cor da verde paisagem.


by Rui Faria, MR.
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