sexta-feira, 9 de setembro de 2016

a pequena garça-branca na vasa


É assim depois que a maré baixa, e os vastos lamaçais do grande rio ibérico ficam a descoberto, proporcionando alimento a muitas espécies de aves que a ele ocorrem, mas também, são berço intemporal de um maciço número de invertebrados ignorados, esquecidos na observação de aves, ou simplesmente desconhecidos... Porque o paladar das garças também conta, e as espécies que elas apanham, fazem mais do que saciar a simples fome... Fome que não é mendigada, mas mais que uma necessidade, e de um viver simples, que é essa simplicidade, que retira da terra, o suficiente para continuar o instante seguinte, e os dias consequentes... Por isso a garça-branca caminha enquanto se alimenta, procurando mais e o melhor..., procurando apenas, e com a sua companheira, percorrendo a linha de habitat fronteiriço, que revela uma riqueza profunda... Nos lamaçais e nos sapais...


by Rui Faria, MR
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