quarta-feira, 17 de agosto de 2016

entrelaçados os carvalhos


Pois bem, e como são enormes essas grandes árvores, que crescem nas profundezas recatadas da Arrábida, em encostas suaves, onde a calmaria secular é transparente, e eu fico contente pela solidão da serra, quando me enerva o borbulhão dos bólides, passando rápidos no asfalto exótico e tenebroso, que se apoderou da serra. Pois bem, e sem ninguém, é mágico e único, movimento fortuito daquele pássaro ruidoso, das sebes e das árvores mediterrânicas, percebes porque te sigo e me segues, porque segui o trilho, e não me meti em sarilho quando a liana se atravessou, e levou, entrelaçou, sólido coração, nossa mão, que sob o verde perenifólio e tom cinzento das nuvens amenas, lá em baixo naquele trilho, tua mão que agarra essas penas desse fio, e entrelaça, muito, continuadamente, a sorrir pelo trilho acima, mas com um olhar abaixo, e sem os carvalhos, velhos, que ali ficaram, entrelaçados, iguais a nós...
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