segunda-feira, 20 de junho de 2016

Guincho selvagem no final da tarde


Na frescura deste sol que se põe, lá tão fundo como o oceano, sobre as ondas cavalgantes, e os desejos do segundo dia crescente, que enormemente nos enche de luz doce e difusa, sobre as areias roladas, vidradas, de uma praia fustigada pela beleza e pelos contornos do fim da Europa. Por aquela luz, tantas vezes vivida e embalada nos olhos, sempre embevecidos, que vêem a imensidão e a imaginação oceânica, sem pensar na plataforma terrestre e no sabor terreno. Dos traços circundantes, das curvas arenosas, e da suavidade dunar que o vento e a água molda, pelos braços da imponência de uma costa selvagem e indomável, dunas e falésias, fósseis eternos...

by Rui Faria
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