sexta-feira, 10 de junho de 2016

graminhal da stipa


Graminhal dourado, abraçado pelo vento, na imaginação dos montes e vales, picos que dizem picar-te, mas não picam, nem ferem, ao redor de altas hastes, de altas plantas, que bailam sem fim, assim caminhas pelos trilhos dourados, deitados esses caules pelo peso da gravidade, e pelas sementes que se desprendem, que se agarram a nós, espetando-se como parasitas carraçadas... Somos levados pela viagem estrelar, de um monte mais uma vez dourado e enorme, de uma penedia, que força a fixação das gramíneas, e não é senão o restolho, que até ao verão, emana doces aromas, pela brisa diária, ou pelo interessante bafo tórrido dos últimos dias primaveris cansados, ou pelas últimas flores resistentes e duras... Estamos embalados, sempre... pelas músicas melodiosas no ouvido, e com os prados no coração, pradarias selvagens e o graminhal dourado...
Pelo monte da Stipa...
Histórias selvagens...
by Rui Faria
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