terça-feira, 17 de maio de 2016

o brilho da raposa


Captada misteriosamente, no véu do final da tarde, que carvalhal verde que impele odores frescos e saudáveis, no ambiente da raposa vermelha... Mas sorrateira e misteriosa, ela caminha pela floresta, com um olhar denso e jovem, quase fofo, lembrando o selvagem, o bravio coração vidral, que impele a mente e o pensamento, pelas estradas e trilhos do mundo natural, das sombras dos dias terminados, e dos passados dias esquecidos... A raposa andante e esfaimada, pata sobre pata, ser fugidio e belo, qual admiração, qual encanto que observo e observa-me, com seus olhos brilhantes e densos, reflectidos pela máquina, pela captação efémera da vida breve... Pela alma esfomeada de juntar a beleza recriada e engrandecida, na minha e na tua... 
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