sexta-feira, 25 de março de 2016

raios de sol em Espichel


Se eu deixasse de ver a natureza, o tempo parava para nunca mais abraçar o que me abraçou, em épocas e momentos de saudades, de te ver e de te olhar, e de sentir arrepios pela pele e pelo corpo todo, como chamarizes dos sentidos, como contemplar o alto céu e mirar aquele pôr do sol gigantesco e assombrador que nos afronta com todo o esplendor e cor, que nos viola o olhar mas com a permissão de nos deixarmos levar pelo espectáculo de formas, cores e luzes naquele céu "sulense". São os feixes de luz que me fazem imaginar eu aqui na encosta, posta a mão no peito e sentir uma energia, do que se ilumina e do que se irradia por todo o entorno, e por de novo imaginar como será a noite sem sol, quando virá o dia com sol e para onde irão aquelas nuvens... Para onde irão os feixes de luz solar que atravessam a penumbra das nuvens...
São os raios de sol...


by Rui Faria ~, no cabo Espichel em um fim de tarde de Fevereiro.
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