sábado, 12 de março de 2016

Douro, corvo-marinho, céu,...


Certo que os momentos chegam, e as tuas águas ondulam, ao sabor das marés, ao sabor das correntes,... sabor é bom! Sabor é doce, mas estas águas são salobras, mas agora castanhas e turvas, fruto da forte precipitação invernal e das águas despejadas do teu ventre nublado ou do teu corpo ensolarado,... 
E as ondas no embalo das marés, e tu o que vês?, eu vejo o corvo-marinho no afazer da caça, na captura do peixe, voando de lugar em lugar na busca constante por peixe delicioso abundante, quando se farta voa para onde quer, voa para onde vai, vive para onde quer...
E essas águas turvas ali estão, e enquanto não se vão, deixam o rio com esta bela coloração deslavada, emaranhado de pó e lama molhada, que por essa água se solta e se espalha por um troço ribeirinho, curva após curva...
E agora a brisa me enregela, porque o sol se esconde nas nuvens, porque não espreita quando eu quero, porque se esconde quando eu sinto, porque me olha quando eu falo, porque me aquece quando o ócio se me apodera, naquele momento em que as aves passam voando cima e baixo, desleixo e não as vejo, são rápidas, e os corvos mergulham, e as gaivotas contrastam lá no alto com aquela nuvem gigante que para sudeste se desloca...
Agora é hora de voltar, o inverno está prestes a terminar,



começa algo...
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