segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

serra rochosa


Vontade de aprender sempre presente, nesta montanha que me engalana os olhos de beleza intemporal, de proezas incríveis e monumentos estáticos maravilhosos. Pedras sobre pedras, que belos monólitos, e esconderijos, do tempo e do clima, fissuras que o tempo não esqueceu, e como esses penedos se suportam em bicos de pés? Como se mantêm empoleirados na paisagem e à mercê do vento que desgasta e os abana, a mercê da chuva que os molha e também faz despertar e renascer os belos e diversos líquenes por toda a superfície rochosa, e o musgo torna-se ainda mais verde...
Caminhando no redor dessas bolas graníticas gigantes, de um lado o sol, do outro a sombra, mas aqui o trilho que crio e a vegetação que inegavelmente piso e observo também, e que registo em imagens decorativas... Obviamente, que a sombra daquele penedo tem um efeito na flora interessante influenciado pelo ciclo diário do sol, é chamada de exposição, e o crescimento das plantas é afetado pelo seu grau, seja em demasia ou não...
Terra imortal silenciosa, quebrada pelos afazeres dos passarinhos ou das grandes aves de montanha e das gralhas-pretas, que como vultos misteriosos deambulam pela serra...
Terra de gigantes pedras, sobrantes na paisagem, mas nenhuma igual, e todas diferentes, de formas curiosas que puxam pela imaginação e pelo eterno sonhador errante que sou, pela alma de um espírito viajante que calcorreia os passos desta montanha, recantos e caminhos pelo campo, assim chamado, por uma paisagem dominada pela pedra, a terra da pedra, a terra do granito e o caos de blocos...
Enviar um comentário