sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

"a ilha das gaivotas"



Na verdade, ilha, foi para criar um certo ênfase e empolgação que este banco de areia a norte do Furadouro, poderá fazer lembrar carinhosamente uma ilhota, e em jeito de infância, apontar o dedo para lá e dizer, olha a ilha!!! Isto é quase um especial para as crianças que possuem uma imaginação muito produtiva, repleta de questões e sonhos sem fim, que se vão perdendo na idade adulta, mas porque eles se perdem?, se o entorno, nosso ambiente, está repleto de motivos pulsantes para sorrir e viver... As crianças têm as histórias e os sonhos, mas já os mais velhos e sábios recontam-nas no saber da experiência acumulada em décadas passadas. E nessa idade revivem um pouco da criança verdadeira que um dia foram...
E então eu uso a minha veia de criança, e vejo os pássaros ali poisados na areia escura sob o céu e as nuvens, já o mais sábio explica que são gaivotas oriundas dos países do norte da europa que por cá passam o inverno, nomeadamente a gaivota-de-patas-amarelas e a gaivota-de-asa-escura... e estas repousam na tranquilidade desse banco de areia a descoberto da maré baixa, mas criado pelo recuo da costa dunar, e acumulado na frente marítima.
Mas a criança quer correr livre pela praia e nem sequer passa pela cabeça em ser friamente gozada pelos outros, isto se fosse um adulto, ou poderá pensar-se que é um maluquinho! Mas aquele homem e mulher que o faz sem prestar importância a esses dizeres é mesmo um grande homem ou uma grande mulher de bem consigo mesmo, ...mas não corras para junto das gaivotas, pára ali, e segue a correr alegremente pela praia, de pés descalços, sente os grãos de areia finos e suaves desta praia, desvia-te para a leve rebentação e molha-os e refresca-te, não importa o frio, não importa o calor, não importa o vento,...
Não percas a criança que há em ti, porque se a perderes, os sonhos perdem-se também...
Liberdade... Vida... Amor...e Paz...

by Rui Faria
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