terça-feira, 26 de janeiro de 2016

a humidade do rio


És tudo o que eu quero, o teu nevoeiro, e a tua bruma, senão é despida de um manto florestal invernal, só uma, e única, água fontaneira, de vida rochosa, e de musgos verdinhos, porque corres, névoa querida, porquê? ...pois!
Mas é na humidade fogosa, que me engalana as mãos estendidas, que absorvem uma energia que sinto e não minto quando me expresso, quando invento e sonho que os bosques permanecerão enevoados,... e são enganados aqueles que o percorrem de olhos fechados e de coração trancado, opah, dizes que as folhas pararam entre as pedras, no remanso da água calma que estagnou, mas só ali, porque a água corre, no seu leito, gelada... Ramos abertos e despidos, num abraço quente, e já não é frio nem gelado, uiii, enamorado, por essas cores, uiii, que profundo contraste húmido, que gotas que escorrem pelo ar denso, e que imenso é um só, que imensa é uma emoção, porque eles são dois, o verde e o castanho, qual não é o tamanho desse meu coração...
É no rio, sobre as pedras, é no leito, é o inverno e as folhas caídas,...

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