sábado, 31 de outubro de 2015

interesse e desinteresse (pássaros)



Os dois pássaros:
 Fala a toutinegra- então eu olho para ti e viras-me a cara? Indiferente ao meu olhar, eu, aqui poisado, a meio deste ramo de tojo, miro-te, regalo-te, e tu torces o pescoço na direção contrária? Só quero olhar em teus olhos e apreciar-te, perceber porque vieste até mim, ou porque estás no meu território. Olha que eu aproximo-me para saber quem tu és! Definitivamente tenho de me aproximar, sou curioso, e quero saber e perceber porque vieste poisar aí no topo desse outro ramo de tojo!
Fala o cartaxo- precisas de saber o que estou a fazer? Este é um lugar de caça excelente, e eu irei capturar um inseto. Isso, já apanhei este inseto, e é para oferecer às minhas crias, por isso afasta-te, pois tu é que estás no meu território de caça, e sim, agora olho para ti, e vejo que já estás com medo, e que rodopiaste na direção contrária! Por isso vai, que aqui nestes arbustos quem caça sou eu!

by Rui Faria

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Libélula


Supremos predadores alados, vagueiam e esvoaçam por todas as terras húmidas e habitats semelhantes.
Cerca de 80 espécies de libélulas ou libelinhas da ordem Odonata, habitam em plenitude os habitats da península ibérica.
Com um formato anatómico muito idêntico entre todas, variando, claro, o tamanho e a coloração.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A folha húmida


Oh grande carvalho, que deixaste cair essa tua folha, que deixaste ela sentir as águas,  a sua cristalinidade. Castanha e de nervuras rijas e pronunciadas, ela se esbelta para nosso prazer, banhada por aquele liquido que a atravessa, que se atravessa no seu caminho, riacho límpido e sereno que segue caminho encosta abaixo, acompanhado pelas árvores incrustadas nas margens. Líquido transparente, que me fazes ver essa folha tão nitidamente, e tão profundamente, que me deixo envolver nessa pureza encantada, de um bosque milenar, e de uma natureza selvagem, e de um correr dos dias que passam, dos dias que passam pelas estações, e as estações que seguem com os dias. É o castanho daquela folha de carvalho, ali parada e imóvel, estarrecida pelo precioso líquido, belo e puro. Pedrinhas encartadas, sob essa folha, de arestas agressivas, e escassamente polidas, porque o riacho é calmo e as pedrinhas são rijas e mais geométricas. Uma composição de tons castanhos tipicamente outonais, que dão um ar de sua graça, e tão simplesmente, de tão simples e bonita que é, apresenta-se assim!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

coleópteros nas dunas



Uma grande orla costeira que se estende por centenas de quilómetros, com vastos e vastos areais e a sua vegetação característica.


Curioso, que estas espécies de escaravelhos que hoje vos mostro, tenham uma coloração predominantemente negra ou escura.


Terá essa coloração escura estar relacionada com o meio dunar claro e ofuscante? 


Interessante observar estes pequenos insetos e as suas deslocações quase aleatórias pelas areias.


Em busca de alimento ou parceiro (a), deixam marcas características nas areias e encostas dunares!

domingo, 25 de outubro de 2015

carvalhal de outono


Por terras de carvalhos no outono ameno, no início da época outonal, por terras e florestas, com os solos húmidos e a folhagem caduca empapada pelas chuvas e chuviscos que vão tornando-se comum por esta estação. É o castanho peculiar dessas folhas, que se espalha pelo solo, folhas lobuladas, dominadas por esses tons castanhos e nervuras. Carvalhais envoltos em mística dos bosques, florestas e arvoredos, carvalhais, que pela sua antiguidade, reportam-nos para um mundo encantado, mas real, repleto de seres, repleto de vidas e repleto de histórias. Quantas histórias têm para contar aqueles carvalhos centenários, que tanto passaram, que tantas intempéries resistiram, que tantos seres abrigaram, e tantos e tantos seres alimentaram!



À contra-luz, o ramo retorcido daquele carvalho revela o ritmo e forma como cresceu ao longo da vida, moldada pela genética da espécie em particular e pelo ambiente.

by Rui Faria

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

cascata seca no calcário


Sai das entranhas da serra da Boa Viagem, em direção a norte, um pequeno curso de água que facilmente seca e deixa exposto o seu leito margoso. A erosão peculiar, da água nestes calcários, cria formas polidas interessantes. Sempre que o tempo se mostra quente e ameno lá vem o rio seco, revelando toda a garganta esventrada pelo ciclo das águas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

fungo fogo


A maioria dos fungos presentes na península ibérica, visíveis a olho nu, têm a forma clássica de cogumelo, aos quais diferem no tamanho e na coloração. A esmagadora maioria deles é na realidade assim, mas há uma pequena parte que desafia as leis da evolução, e são tão bizarros e diferentes dos cogumelos grandes e pequenos!
Este fungo é exemplo disso, com uma aparência tão diferente e estranha, e os seus numerosos braços que seguem do centro do fungo, de cor amarelo vivo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ortópteros, camufla-te de verde!


Procuro na folhagem das plantas por insectos, por quaisquer insectos que seja, na tentativa de registar mais e mais espécies, e mais comportamentos. O mundo dos insectos é muito complexo, e variado, mas perceber porque estes gafanhotos são verdes e procuram as folhas verdes, tem muito que se lhe diga, mas não deixa de ser fascinante e maravilhoso, só e apenas a sua presença na folhagem com a qual compartilham a mesma cor!


Na folhagem dos carvalhos, também eles procuram guarida.


Nas plantas herbáceas, no manto florestal ou em matagais.


Por matagais e silvados de Rubus sp.


Novamente por entre a folhagem jovem de carvalhos.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

terras de borboletas


No calor que já lá vai, e que deixou com o verão, que se imperou como uma transição, dando lugar aos dias curtos e aos dias amenos. As borboletas abrandam o seu ciclo, diminuem o pico de actividade, e já não percorrem os campos e montes com a pujança de tempos quentes primaveris e estivais. As suas danças circulantes pelo ar, deixam de se ver, e a mística do canto dos pássaros e dos espetáculos florais cessa. Biologicamente, cumpre-se mais um ano de vida e de gerações, neste fascinante grupo de insectos, cumpre-se mais um estado, repetido ano após ano, mas moldado pelas características do ambiente.
 Oh, borboletas esvoaçantes, que pululam pelos prados naquele dia ensolarado, iluminado pelo raios solares, que fazem despertar, que fazem desabrochar a predilecção dessas borboletas. Sobrevivência e jogos de amor são o prato do dia pelos habitats naturais, são as duas ações que impulsionam a vida destes insectos alados, são as causas da sua proliferação, e são as consequências da sua consequente morte.
Até à próxima geração! Até ao próximo ovo, até à próxima pupa,...


by Rui Faria
Pelos campos ibéricos em busca de ropalóceros, deixo-me embalar pelas diferentes espécies e pela sua biologia fascinante!

domingo, 18 de outubro de 2015

a cor da rubus


O amarelo da rubus, deixa-se destacar do outro verde inscrito na folhagem, nervuras que levam a energia para os recantos da folha, mas que cessa, e a mesma seca e "camaleonicamente"
 muda de cor ao ser suprida de tal energia. Com essa mudança, perduram alguns nódulos da cor mãe, da cor verde vivo que se camufla por entre o estrato florestal, nódulos como uma réstia do que já foi a folha e que agora está na verdade, apresentado por uma coloração verde-amarelada, replicando o doce sabor da queda outonal das folhas das árvores, mas sob a forma de cor, puxando outras demais a fazer o mesmo.

Serra da Cabreira, by Rui Faria

sábado, 17 de outubro de 2015

Fauna presente



É impossível estar numa paisagem bem preservada e não sentir falta da fauna, olhar para as árvores maduras e ouvir silêncio, em muitos locais isso acontece, porque os animais existentes, refugiam-se, são nocturnos e mesmo aqueles que ainda deambulam ao sabor diurno, apressam-se a fugir se "farejarem" odor humano. Foi uma resposta às duras investidas cruéis dos povos para com os animais, a noite foi a resposta da maior parte deles, mas há que saber separar as coisas, ou melhor dizendo, hã casos e casos, e se dermos espaço e sossego em terras selvagens, os animais predominantemente nocturnos já se aventuram à luz do dia. Isto não é assim tão linear, e na verdade, às vezes, nem tem nada a ver, pelo que podemos observar, por exemplo, raposas ou javalis durante o dia, na periferia de vilas e aldeias, agora invertendo um pouco o papel e beneficiando das actividade humanas. Mas ver um animal selvagem, pode ser considerado sorte por estas terras?, não, isso depende da persistência do observador que os procura, às vezes do acaso, e não é fácil nem difícil, eles estão nas terras, (juntando a isso o óbvio "basta saber onde procurar" ou "fazer os trabalhos de casa") mas como não estamos a vontade em todos os tipos de terreno , torna-se difícil ver animais. Para recolher imagens dignas e sem perturbação, pratica-se a espera prolongada, ideal, para detetar detalhes da vida privada da fauna, e a única forma de observar comportamentos limpos sem influência indesejada da nossa presença. Quanto a muitas aves isto já muda um pouco, pois devido à capacidade fácil que elas tem em se evadirem, a timidez não é uma característica muito acentuada neste grupo, mas pode ser incutida facilmente com a caça e a perturbação irracional, vejamos o exemplo dos anatídeos selvagens e de outras espécies à muito sujeitas a actividades de caça!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

bolotas "fogo"


Quieta e imóvel, foi assim que encontrei esta bolota, avermelhada, exposta ao ar amenizado outonal.


E essas bolotas de Quercus robur, caem das copas, pesadas, e se espalham pelo solo, por entre os tenazes fungos que surgiram ao sabor das últimas chuvas!


Parque oriental do Porto / outubro 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ondulação-Outonal


Ondulação, nas bordas de tão grande oceano atlântico, rebenta-se espumada, e cristalina, contorce-se, e rebenta tão perto da praia arenosa, caracterizada por uma coluna linear delicada, e altamente comprida, ondulação quase geométrica, varre as águas salgadas e calmas espelhadas pelo céu azul e iluminadas fortemente pelo astro outonal. A onda rebenta enrolada sobre si própria, sucumbindo ao peso das águas que se precipitam, fruto de fenómenos naturais sempre constantes. Oceano de pureza e transparência, ondas cíclicas, sequenciadas pela ordem do acaso, ou aleatórias, seguindo um padrão influenciável do momento, do tempo ou do clima! A água palpável e límpida, refresca o corpo e mente, refresca o olhar, varre o estado físico e presente e varre o estado emocional do ser que a observa! É assim que o oceano, transformado em mar, chega, quando banha os litorais e as costas das plataformas terrestres, molhando apenas uma fina linha continental ou de ilhas, uma linha só quebrada e desrespeitada com a chegada de intempéries severas, que reclamam, sob poderosas forças, vastas áreas terra dentro.


Orla costeira, PORTUENSE
by Rui Faria

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

sobral do monte Picoto


Com a malha urbana da cidade de Braga colada a este monte cónico, o mesmo poderia se apresentar hoje ainda mais degradado e empobrecido no que toca ao coberto florestal, mas em todo o caso, encerra na sua área, um espécie de bosque aberto, constituído por sobreiros, Quercus suber. A regeneração desta árvore, também se apresenta muito boa e saudável, com pequenas árvores brotando um pouco por todo o lado e no seio de numerosos exemplares grandes. É interessante verificar que em terras, onde o carvalho-alvarinho, Quercus robur, é rei, o sobreiro, ganhe aqui um alto destaque, e quase sem interferência do alvarinho, lembrando as vastas formações de sobrais e montados do centro e sul do país. Os incêndios, obviamente, que deixaram marcas significativas neste local, sendo que o ponto mais alto é revestido por um matagal de urzes, tojos e fetos, com escassos sobreiros e todos eles de porte pequeno. É por certo um excelente local panorâmico, que abarca variadíssimos montes minhotos, em todas as direções e claro a cidade de Braga. 


terça-feira, 13 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Araniella inconspicua


Se há aracnídeos que sabem dar nas vistas, um deles é esta espécie em particular. Com estas cores arrebatadoras e chamativas, pinceladas pela evolução e moldadas ao sabor da biologia desta aranha peculiar. Mais uma vez não foi fácil destrinçar a espécie, não sendo eu especialista, mas depois de uma busca pelo universo da Internet deparei-me com 4 espécies ibéricas (até ao momento descobertas ou classificadas!), certo que ainda algumas incertezas tenho, porque a outra espécie, a Araniella cucurbitina é muito parecida com esta, mas é mais padronizada e com marcas negras e não tem as patas tão vermelhas.


Face inferior / abdómen.

Montanha da Penha / Guimarães.
Folhagem de Acer pseudoplatanus.

domingo, 11 de outubro de 2015

Montanhas de Portugal



   Por montes e serras longínquas estende-se Portugal, gigantescas lombas aos socalcos e encavalitadas umas nas outras, desde o litoral até ao interior remoto, montes aplanados, montes suaves, montes altos e montes pequenos, todos mirando uns e outros, e os que por estarem em maiores altitudes abarcam outros maiores.
No alto da serra do Marão vejo terras do único parque nacional português, para sul o imponente maciço central da elevação mais alta de Portugal.
Aqui no Marão, as nuvens parecem suspensas sob uma esfera invisível, deslocando-se como que em carris, impelidas pelo ar, pela atmosfera, e pelo território, e consequentemente pelo globo.




E novamente por montanhas de vertentes íngremes e alguns penhascos, que se perdem em abismos de cortar a respiração, e por um estrato geológico marcante, diverso, e tão bem saliente, o  granito!, caracteriza tão belas paisagens, granito que se deixa levar tão facilmente pela erosão dos elementos e que se apresenta polido em contornos curvados e redondos.
Também as plantas dilaceram a rocha no passar do tempo, abrem fendas, fazem refúgios e refugiam- se a elas próprias, das perturbações do mundo livre.
Montanhas, tantas e tantas vezes incineradas por fogos, que devastam tudo, todos iguais e depois da ignição, naturais.
Montanhas frias e geladas no advento do inverno, e nubladas e chuvosas, e húmidas, esvaziam as águas que recebem por todas as direções até aos vales, utilizando os riachos, regatos, ribeiros e ribeiras, e rios que as ajudam nesse percurso. Um percurso, por norma, com intenso tráfego do precioso liquido, sempre atarefado na sua viagem monótona, e sempre com aqueles ruídos cintilantes da passagem da água pelas rochas, pedras e pedrinhas, e ruído que aumenta ou diminui consoante os obstáculos que essas vias aquáticas encontrem pelo caminho.
Pegos, remansos e diques abrandam as águas, e a vida selvagem prospera, enquanto que quedas de água abruptas, das mais altas da península ibérica, ribombam ou circulam as potentes águas que se precipitam nos abismos, grandes ou pequenos, prolongando um som grandioso e forte, mas também originando, consoante a força da correnteza, ventos ou brisas no sentido jusante e ao sabor da corrente. Nada como apreciar uma das mais imponentes, a Frecha da Mizarela na serra de Freita, e se embalar por um fenómeno natural portentoso, e ali, apenas ali , sentir a união do rio, da encosta e do estrato florestal de Quercus pyrenaica.




E é por essas serras, que nós portugueses, continuamos a nomear, chamar ou designar assim, porque transmitem, um estado de natureza ainda pura, e paragens inalcançáveis ou remotas, sossegadas, onde o silêncio é mesmo silencioso, e a nossa vida se esvai, e somos parte daquilo que vemos, e parte daquilo que respiramos, interligados por um caleidoscópio microscópico até a imensidão do cosmos.

Serras ou montanhas, consoante a região, também falam de monte ou montes, mas que importa a designação! só importa a elevação, só importa a altitude e a vastidão.
Terminando com a palavra montanha, só deixo a ânsia de lá voltar, de lá dormir, de lá descobrir, me aventurar, trilhar e perscrutar. Imagens, cenários, cores e muito, muito mais!

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Primeira imagem: do Marão, avisto terras do parque nacional!
Segunda imagem: do Marão para sul, avisto a serra da Estrela!
Terceira imagem: do alto da serra da Boneca, abarco as serras graníticas e xistosas 
a sul do rio Douro!

by Rui Faria



sábado, 10 de outubro de 2015

Glaucium flavum (cabedelo-Douro)


Uma das plantas dunares mais abundantes da restinga do cabedelo, na foz do rio douro. A planta dunar com flores maiores e mais vistosas do local, consegue resistir ao atropelo e ao pisoteio da afluência contínua de inúmeros "intrusos" ou "visitantes", apesar do enorme espaço que representa a língua dunar. Certo que uma boa parte, está reservada para a proteção, e bem!, da avifauna (Reserva Natural Local do Estuário do Douro), em todo o caso, a zona de acesso livre, também se apresenta frágil na composição da sua flora dunar e com espécies a salvaguardar, de grande importância e relativamente escassas no litoral noroeste. A presente espécie é exemplo disso, pois tem aqui neste local, se não estou em erro, uma das maiores populações portuguesas, embora, ainda não conheça suficientemente bem a orla costeira a norte de Viana do Castelo, mas posso assegurar que não são de certeza absoluta, tão grandes e saudáveis como esta. Impunha-se uma visita à restinga dunar da desembocadura do rio Minho para perceber o estado das plantas aí existentes, mas é um local ao qual não visito à cerca de 3 anos! Para breve!


Invólucros das sementes.


As pequenas sementes negras.


Hábito da formação da papoila.


Plantas jovens emergindo das areias.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Where? Marão


A partir da serra da Aboboreira, a perspetiva foi esta, numa manhã fria e húmida!

In the morning, the fog surrounding the highest point of serra do Marão.~
by Rui Faria


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Waves (Atlantic ocean)


As ondas do começo do outono!


As águas temperadas da costa selvagem!


A rebentação e a espuma branca!

Orla costeira Espinho/Esmoriz!
by Rui Faria

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"pendurados os mosquitos"


Já não é novidade que o mundo natural não me para de surpreender, seria, se ele deixasse de o fazer!
Por aqui na encosta íngreme da margem esquerda do rio Douro a jusante de Crestuma, dei de caras num afloramento rochoso abrigado, com estas filas de mosquitos presos num fio de seda! Como que pendurados a secar, alinhados geometricamente, leva-me a pensar o que diachos estariam a fazer? Porquê agarrados pelas patas dianteiras? Porquê a posição esticada?
Mas não se encontram presos, porque se me aproximo demasiado eles fogem!




Se alguém souber mais informações, sobre esta espécie em concreto e o seu comportamento, terei todo o gosto em acrescentar por aqui citando a pessoa em questão! Mas acho sempre curioso estas peculiaridades do mundo natural, sobretudo do nosso cantinho peninsular!