quarta-feira, 30 de setembro de 2015

o Esquilo


Bem, a timidez não é um ponto fraco deste nosso amigo, mas paralisado, não me pareceu ter ficado. No entanto a curiosidade deste pequeno animal pareceu denotar-se. A escassos centímetros do solo, ali fica estarrecido, também ele e eu iluminados pelos raios solares. Mas o malandro leva algo na boca, e eu, compreensível que sou, não me aproximo demasiado, dou-lhe espaço, basta-me apenas o vislumbre numa paisagem onde tudo parece estar sempre imóvel! Curioso, porque a zona é constituída por uma monocultura de pinheiro-bravo, e o solo foi revolvido por maquinaria pesada, que deixou profundas marcas no terreno, mas este esquilo não se importa, com o grau de abertura do pinhal e as árvores jovens e os matagais rasos e pobres. Podemos dizer, que se ele está presente, é porque algo o sustenta!

Lagares, Penafiel - o Esquilo, Sciurus vulgaris.

by Rui Faria

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Carvalho/Pinheiro (contrastes)


Verde, verde, folhagem verde que balança com a brisa, com o vento que sopra sem direção, com o vento malucado,... E nos raios de sol que irrompem pelos bosques, caindo no solo como feixes de luz iluminando o ambiente, reflete-se nas folhas e o verde claro ressalta-se. E o verde claro é rei, se ao mirá-lo concentra-se na página inferior,... da folha,...do carvalho. Não é magia nem ilusão, é mística medieval envolvida nos encantos dos bosques, povoados de esperanças e sonhos, e afogados por amarguras dos povos que lá entram. O silêncio é contemplador e o som dos pássaros, inspira segurança e calma, e a solidão por momentos se esvai! E novamente o verde, que diz respeito às temperaturas amenas e à sombra das copas, que deixam o ambiente no solo ensombrado! E só aqueles feixes de luz, os primeiros da manhã, como rejuvenescedores, ao tocarem o solo por entre aquela folhagem, calma, agora não abanada pela brisa, e a calma impera!


Os ventos de mudança, animam o outro contraste, as nuvens são como um relógio intemporal, como um ponteiro movido pelo clima do mundo, com formas que puxam a mente e a nossa mente puxa por elas, e o nosso estado emocional vê nelas, aquilo que deseja ver! E sorrimos, ou choramos, com a forma que a mente e o nosso desejo criou! A luz forte do pano de fundo ensombra os pinheiros e denota as suas linhas e as agulhas e as pinhas, e a forma como cresceu ao longo do tempo. Azul, branco e preto se fundem na composição, para, da única maneira nos focarmos nos contornos. Também esses ventos, intemporais, esvoaçam, no mesmo meridiano, como que presos e presos pelas nuvens, e elas não desabam, não lançam as suas águas agora, não, não é para já,... Não é para agora, agora, elas, as nuvens, avançam com o astro no controle. Sol, nuvens e céu azul, é o outro contraste, acima do arvoredo florestal.

thoughts and expiriences 
by Rui Faria.

domingo, 27 de setembro de 2015

Reticulitermes flavipes


E estas térmitas, que podem ser encontradas nas encostas sobranceiras ao vale de Couce por exemplo. Um pequeno pedaço de madeira dos ramos dos sobreiros, que com os fogos, têm disponibilizado, matéria lenhosa, refúgio e alimento para esta espécie de térmita!

sábado, 26 de setembro de 2015

ASTRO sol


Apreciando, cada pôr do sol, à espera das cores vibrantes, quentes, à espera que o grande astro se despenhe e por lá fique longas horas, deixando a escuridão atrás de seu véu, mas a escuridão é breve, dura pouco, é um ciclo,...
Apreciando as texturas quase palpáveis das nuvens que contrastam com o contorno redondo desse astro, altura do dia em que os olhos não se magoam ao mirá-lo, altura do dia em que é possível contempla-lo, e vê-lo especado e embasbacado, com tal beleza fantasiada na nossa mente, mas que só a sensibilidade nos transporta para esse estado profundo. O nascer do sol, faz outro sentimento, mas será que é mais alegre ou enérgico do que o pôr? Penso que sim, mas nos locais certos, para começar a ver os mesmos contornos que desapareceram à longas horas atrás. No alto da montanha, sim, é lá que o dia...vai começar!
Já no litoral, nessa linha, omnipresente que separa dois mundos, o astro deixa-nos no seu ciclo, intermitente, e sem fim, no seu ciclo, ... espera, lá, ... isto já parecem teorias da idade média, e o que eu quero dizer com isto, é que o sol "imobilizado", vê à sua frente a dança circulante da Terra e do resto dos planetas e satélites. Ora quase que criava contradições nestas linhas, o que reflete a nossa percepção de que tudo gira à nossa volta, quando na verdade nós é que giramos à volta do mundo e ele gira connosco,... deixem, lá,... são apenas pensamentos!
E então lá me deixo apreciar o magnífico pôr do sol, apenas para não criar mais confusões, em entrelinhas. É o SOL!




Frente marítima do Porto
by Rui Faria

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Trichomanes speciosum



Dizem os registos que este magnífico feto encontra-se registado em Portugal para uma localização apenas, a serra de santa justa em Valongo. E certamente, todos os indivíduos existentes vegetam em locais alterados pelo homem desde há tempos antigos. Um feto com uma aparência delicada e frágil de folhas translúcidas verde-alface, rebenta nas paredes de minas e fojos esquecidos pela serra.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Um riacho na serra de Pias


Prístino, o riacho desce a encosta rodeado por um pequeno e exuberante bosque de árvores de folha perene. Onde se abranda e é travado pelas rochas xistosas.


O reduzido caudal, faz cintilar o som da água a correr.



A água preciosa, límpida e fresca!


Os remansos onde a água descansa e levemente desce por adiante!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Corylus avellana


A queda dos frutos da aveleira, nos bosques do rio Caldo, nas entranhas do Parque Nacional da Peneda Gerês. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

free Portugal \ natureza



Há uma coisa, que quero referir quando me falam da Holanda por exemplo, não que não tenha belíssimos parques naturais e reservas, e os vastos cenários bucólicos e paisagens artificializadas, mas o que eu quero dizer com isto, é que apesar de nunca ter estado nesse país, as impressões que tenho recolhido ao longo do tempo, é que por lá, a liberdade de percorrer, essas áreas naturais é mais restringida, e limitada, no que toca a viver aventuras ou expedições, algo que aqui em Portugal e abrangendo Espanha, tem-se até transbordar!
Claro que temos de pôr na mesa as diferenças culturais que nos separam desse povo, mas também os aspetos geográficos, maioritariamente de caráter aplanado, muito característico dos países baixos e intensivamente ampliados desde tempos antigos!

Digo isto, porque até junto das maiores cidades portuguesas por exemplo (sem referir os territórios mais bravios e ermos do interior norte e centro ou os "desertos" do interior sul) posso me perder num espaço selvagem, posso viajar livremente, percorrer trilhos, matos e bosquetes, ultrapassar rochas e penedos, descobrir recantos e fendas, e conhecer e mapear.
Um mosaico de montanhas mais conhecidas por serras, uma panóplia de grandes rios e sistemas fluviais diversos, com todos os termos aquáticos e os característicos habitats associados, as florestas, ou o pouco que resta delas, toda a imensa orla costeira intercalada por vastas praias e zonas dunares, e zonas rochosas, bem como serras que se despenham no mar, e as paisagens moldadas por ação do Homem, e outras, fazem deste cantinho peninsular um lugar sem dúvida único e especial!

Sendo o meu raio de acção principal a zona norte, já referi que em tantos anos de pesquisa, pouco ainda sei no que toca ás paisagens sobrantes e à fauna e flora tenaz, mas torna-se, não humanamente impossível, mas sim individualmente impossível, entender a evolução ou a biologia de determinada espécie ao longo do ano! Isso leva-me ás vezes a um dilema, mas não me posso cegar com isso, e é por isso que centro-me no que ainda não vi, mas dando prioridade, à "fruta da época",i.e, tudo que seja propício da estação do ano em questão.

De facto agora falando de portugal, que é apenas uma fronteira , uma linha política imaginária, mas que encerra em sua guarida, um conjunto de paisagens incrivelmente tão diversas que um amante da natureza facilmente se perde nos encantos destas paragens. Muito que hã para ver, mas é preciso também trocar o transporte rodoviário pelas duas rodas, pois com isso, estamos mais presentes e sentimos o ambiente, o que nos permite por sua vez descobrir, pequenos paraísos escondidos. Por último já não e preciso dizer que a pé ou apenantes como costumam dizer cá em cima, é o derradeiro e o mais primitivo método de exploração, poderão até pensar, e daí? É que hã muita gente ainda que vive a vida toda de "caixa em caixa", sem ligação quase nenhuma com o meio ambiente, mas porque não querem, o ambiente está ali estático, não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, a mente fortalece-se no ar livre, e a benevolência é uma boa consequência disso!

 Importante não esquecer também que a natureza é um conjunto de formas, sistemas e seres interligados, que está ali presente sem se defender, mas que nos consideramos ser para nosso usufruto. Mas não podemos delapidá-la porque, tal como os nossos (vossos, eu não tenho) filhos, também todos os outros seres vivos das gerações seguintes tem o direito de usufruir todas estas belíssimas paisagens e habitats, e sobretudo de VIVER!


Pensamento, by Rui Faria

sábado, 19 de setembro de 2015

Noudar - Múrtega/Ardilla

Ribeira de Múrtega- Barrancos!
O amplo bosque mediterrânico.
Verde claro e verde escuro.
Abundância de vida selvagem!



Rio Ardilla




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Os primeiros mini cogumelos


As primeiras chuvas do final do verão fazem despontar as primeiras formas de macro-fungos. Para trás ficam os solos ressequidos, que agora dão lugar à humidade, criando condições para o florescimento da época dos cogumelos outonais, que atingirá o apogeu em meados de outubro/novembro. No pinhal monótono de Pinus pinaster, é preciso ser tenaz para encontrar novos seres, e eu vim com uma certa incerteza se iria encontrar cogumelos. Para dar com estes, agachei-me na manta morta junto de um jovem sobreiro, e ali estavam muito dissimulados, mas estes, já não me escapavam. Destrinçar seus nomes científicos não é tarefa fácil, e são centenas de espécies, algumas das quais gémeas, pelo que me deixo ficar pelas imagens documentais. Mas aproveito a deixa de sentir falta de um bom guia de campo dedicado aos fungos portugueses, detalhado com ilustrações, biologia e outras informações relevantes! Não que o propósito fosse a comestibilidade, mas sim poder distinguir toda esta panóplia de seres morfologicamente quase todos parecidos! Todavia, é engraçado, que se tal guia venha a existir, só terá um uso intensivo num curto período de tempo! O tempo que corresponde ao Outono em sua maioria! Mas seria uma peça fundamental! Isso sim!

Em todo o caso apreciem estes mini cogumelos do tamanho de alfinetes, e se os quiserem procurar, a manta morta, subproduto de diversas árvores, são o seu lar!


by Rui Faria - Pinhal de Cortegaça

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

a textura da Flora

Não deixes de reparar nos detalhes, nos pormenores, na beleza de cada cor, de cada linha, nos altos e baixos que descem o capítulo de cima a baixo, no violeta, no roxo, mas o laranja vai-te realçar a visão, e vais perceber e perguntar novamente, o porquê dessa estranha mistura de cores, e porque o verde se intimida e se esconde acima do laranja. 
Nem tudo se pretende linear, nem tudo dá para entender, mas tudo pode ser interpretado!
Nem tudo devia ser belo, mas o pensamento individual é que comanda essa decisão! São as reflexões que retiro agora por aqui, estagnadas, e incompreendidas, mudam ou evoluem consoante o estado de espírito, do próprio leitor que se delicia ou não com as palavras!  


Desculpem-me a abstenção de quaisquer termos científicos, (ás vezes a ciência é aborrecida!), mas ok, estava inspirado pelo que quis mostrar uma visão mais abstrata do mundo natural!

by Rui Faria / Serra da Amoreira

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

o senhor Pisco!


O pisco-de-peito-ruivo, a ave mais simbólica dos nossos bosques, campos e sebes, atrevidota, quase que a querer observar o nosso comportamento, e curiosa, com ele deixa-se estática, observando o regalado observador! Os bosques ibéricos, sem estas belíssimas aves não são as mesma coisa! Sem o seu canto melodioso, que ecoa nas manhãs primaveris e sem a sua rechonchudice e o peito ferrugíneo característico. Em tempos, em que uma boa parte da fauna se tornou tímida face ás agressões constantes do Homem, é uma alegria ver a espontaneidade deste pássaro.



frente

trãs
                                    Erithacus rubecula, bosque aluvial de salgueiros, Leandro!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

líquenes no pinhal


A mega plantação de pinheiro-bravo Pinus pinaster nas dunas holocénicas a sul do Furadouro, trouxe na bagagem a diversidade espetacular de líquenes tão característica deste nosso cantinho peninsular. O grande ajuntamento que caracteriza essa vasta plantação, só poderia permitir a fixação em abundância destes seres vivos. Mas como é possível ignorar um grupo, das quais resulta fascinantes uma das suas adaptações ás superfícies, aparentemente sem nutrientes como os minerais, vulgo rochas e ritidomas. Mas ainda pouco sabemos, acerca deste reino animal, que parece ser uma mistura de dois reinos, dado a presença de algas, aparentemente parasitadas por um fungo. Ora sabendo que por exemplo, os líquenes podem coexistir num ritidoma por exemplo, lado a lado com pequenos cogumelos e briófitas, o que por si só torna as questões da sua biologia ainda mais interessantes, e a sua relação com os outros grupos de seres vivos no mesmo micro-habitat bem complexa! 


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Arribas, Costa da Caparica


Pequenos troços de costas selvagens, por toda a costa portuguesa envoltos em mistério, guardado por processos naturais ainda fortemente presentes. As praias banhadas pelas águas límpidas ainda são uma realidade, a vegetação tenta a toda a custa fixar as areia levediças e saltitonas, e consegue-o, formando vastos cordões de plantas curiosas e com todas as adaptações características que as permitem sobreviver num ambiente tão inóspito. Fixar areias não é fácil, é preciso enraizar raízes profundamente no solo, e ter uma estrutura que permita a planta passar ano após ano pelas fortes intempéries que se repetem durante a estação fria.
A costa, tal como uma auto-estrada com estações de serviço, é uma via movimentada, para um dos grupos de vertebrados mais estudados do mundo: as Aves! Dezenas de espécies percorrem todos os anos para cima e para baixo essa vasta rede costeira, parando para repor energias e deliciar observadores de aves! 
Mas o que tem a costa de tão especial? Porque um pôr do sol é tocante na praia, ou duas gaivotas são retratadas em pinturas no mar junto a um barco à vela, de lado?.

As arribas da costa da Caparica, representam isto, e ainda mais, uma duna que amadureceu com o tempo, se tornou forte, e permitiu o aparecimento de espécies impossíveis de se fixarem em dunas mais instáveis e a cotas mais baixas! É uma linha de costa única, que por certo forma uma barreira intransponível para os grandes vertebrados, uma verdadeira barreira terra-mar!

domingo, 13 de setembro de 2015

Arundo donax- a questão

Se há planta que me tem intrigado, essa é a cana Arundo donax. Sempre fui em busca da originalidade de cada planta que cá temos, ou melhor cada planta silvestre que pode ser encontrada nos locais bravios. mas sempre fiquei com a impressão, de toda a informação que recolhi, que esta espécie é exotica, e foi trazida à muito tempo, mas ainda tenho as minhas dúvidas. E o mesmo se aplica ao Populus nigra, Ficus carica, e outros!

 Uma coisa é garantida, sendo ou não autóctone, é muito prolífica, e pode-se apoderar completamente de um habitat, mas as canas que sempre observei na restinga dunar da foz do douro sempre me levantaram questões! Também me levanta questões os indivíduos dispersos por barrancos , ribeiros e cursos de água de leitos secos espalhados um pouco pelo centro e sul do país. Para esses , parece-me bem integrados na paisagem com o resto das plantas silvestres. Agora se há lugar onde poderemos chamar-lhe invasora, é em muitos remansos e orlas de campos, mais frequentes no Alentejo e Lisboa com linhas altamente densas desta espécie.


A imagem acima foi tirada num leito de rio seco, às portas de Moura, perto da estrada, que liga a Safara!

sábado, 12 de setembro de 2015

Águia-calçada / Valongo


Mais um grande incêndio assolou as serras quartzíticas do anticlinal de Valongo. Arderam, zonas que à muito não tinham ardido, e outras que voltaram novamente a arder... 
Mas a natureza é resiliente, e a recuperação é um processo, com o interruptor já ligado. Mas posto, isto, prossigo pelo vale de couce, e leito do rio ferreira, em busca de novidades, em busca dum momento que ainda não vi nem registei, em busca de conhecimento! Pelo andar do texto poderia dizer, que este achado foi na sequência da frase anterior, mas não!, estava eu a ir embora, quando estou a passar pela aldeia, olho para cima, e pensei logo no abutre-do-egipto, mas sabendo que era, a maior águia, que à muito tempo vira. Mas eu já vi a maior de todas, ainda na década de 2000, julgo que 2005, uma grande águia-real, como a fénix, em Moura, tão depressa apareceu como desapareceu! Momento inesquecível!

Esta águia-calçada pairava e planava relativamente baixo o vale, aos círculos e por cima da aldeia, mas que a minha ânsia de fotografar, talvez a tenha impelido a voar um pouco mais alto, no entanto, pareceu-me ser muito menos tímida que as águias-de-asa-redonda, muito comuns por aqui!
Quem não gostou foi um peneireiro (sp?) que a afastou!





by Rui Faria

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Triângulos no Tua


O leito do rio Tua, em breve nunca mais será o mesmo, vai deixar saudades, a quem, perscrutou, os seus recantos prístinos e segredos guardados!
Hoje partilho um aspeto geológico interessante na escarpa junto da margem esquerda, a escassos quilómetros da sua foz no rio douro. Quatro triângulos incrustados na rocha, assimétricos, em linhas antrópicas quase primitivas! 

O leito do rio Tua, em breve nunca mais será o mesmo, vai deixar saudades, a quem, perscrutou, os seus recantos prístinos e segredos guardados!
Hoje partilho um aspeto geológico interessante na escarpa junto da margem esquerda, a escassos quilómetros da sua foz no rio douro. Quatro triângulos incrustados na rocha, assimétricos, em linhas antrópicas quase primitivas! 
A explicação segue-se então: 
Por conseguinte, o que se observa é a interseção de várias superfícies de fratura. É uma rocha metamórfica que foi sujeita a pressão segundo várias direções, e como a rocha não é muito deformável, acabou por estalar, resultando uma espécie de cunha em que aquele prisma de rocha acabou por sair. Portanto, resumidamente, da interseção dessas superfícies resultaram formas geométricas que saltaram e já lá não estão, e é isso que vemos na imagem, esses espantosos triângulos! Uma belíssima formação rochosa que se terá formado no fundo do mar há milhões de anos, numa altura em que apenas seria lama sedimentar, com o passar do tempo, acabaram por se formar essas formas triangulares segundo a explicação dada em cima.

Um especial agradecimento a Manuela Nobre, que gentilmente ofereceu a interpretação desta formação geológica.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

pedra riscada (de branco!)


Nas cascalheiras do leito do rio Ferreira, no vale de Couce, vemos a arte natural e a mestria da natureza, ao criar, com o tempo e de entre processos geológicos vários, formas e texturas belíssimas, como que em jeito de arte rupestre! Esculpida pela passagem da água, e violentada pelas cheias!



Amazing white line crusted on the polished stone by the river.
Now that the river flow has slowed, and lowered,
lays bare what comes carving, during the flood!
       
                                          by Rui Faria

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Moon and Apus


Disparava eu quase ao calhas, tentando enquadrar a lua juntamente com a copa desse pinheiro, e não é que intencionalmente capto um andorinhão!,
 de repente a imagem surge com outro significado!.