sexta-feira, 31 de julho de 2015

rio corgo -expedition


Não foi propriamente um lugar previamente pensado, porque o que tinha em mente para este dia era novamente a região de foz tua, mas deixei-me ficar pelo rio Corgo, mais precisamente a centenas de metros a montante da sua foz no rio Douro. Deixei-me ficar por aqui pois tinha a intenção de descobrir ou redescobrir (para o caso de ser conhecido o que mencionarei à frente) se o Buxus sempervirens existe por aí dado haver reunidas todas as condições em todas semelhantes às do rio Tua. E de facto não saí decepcionado e encontrei vários exemplares acantonados num único sítio possível à sua existência neste vale, uma plataforma rochosa, em tudo idêntica ás do rio Tua, que é submersa apenas por ocasião de cheias muito violentas, algo que certamente não acontecerá todos os anos. Apesar de agora no final de Julho apresentar um caudal suave e calmo, verdoso e escuro devido à lentidão com que faz o seu percurso, é um rio que pode ser revolto quando as nuvens carregadas de humidade desabam sobre a região e concelhos limítrofes, aí continua o seu contínuo processo de erosão que leva ás formações rochosas íngremes do lado direito do rio, 

Buxus semprevirens - fruto expondo as sementes


A amálgama de frutos que recolhi, alguns deles comestíveis, indica a extraordinária variadade de flora indígena do local. Faltou aqui o fruto da gilbardeira Ruscus aculeatus, por um motivo, havia poucos exemplares e os seus frutos ainda estavam verdes! Essa planta prefere zonas mais frescas e sombrias, vegetando até junto ás margens do rio, uma planta relativamente comum em diversas zonas boscosas ou sombrias por toda a zona atlântica em maioria, embora também pode ser encontrada noutros locais mesmo mediterrânicos!

 

A geologia local é impressionante, com texturas polidas e revestida por uma miríade de diversas espécies de líquenes. A Salix salvifolia reina quase sozinha em toda a extensão de ambas as margens, de ramagens densas e troncos rasos e inclinados, refletindo a dinâmica do habitat onde estão inseridas!

Um guarda-rios espreita num ramito daquele salgueiro, tentando emboscar um pequeno peixe!
A meio da tarde um melro-de-água esvoaça rente ás águas em direção a montante num voo simples e direto emitindo um som característico!
E mais maravilhas aguardam por este belo rio Corgo,...

by Rui Faria

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lua e céu



Estes foram os céus nortenhos dos últimos instantes do final de uma tarde.
O nosso companheiro, o nosso satélite!


by Rui Faria (Porto/Oporto- Portugal)


quarta-feira, 29 de julho de 2015

vista da periferia (PENEDA-GERÊS)


Desde a estrada nacional 103 é possível contemplar toda a face sul e montes além, do nosso único parque nacional. Com atenção, ainda se consegue deitar o olho a algumas cascatas imponentes, como o caso da imagem acima, cenários grotescos e blocos rochosos imponentes. Bem, eu estaria aqui a enumerar um sem número de belezas que este parque tem, mas de momento estou focado na periferia.


O grande vale adiante inundado pela albufeira, contrasta com a degradação aparente dessas encostas periféricas, uma manta de retalhos antrópica e caminhos rasgados que estragaram para sempre este belo território. Mas mesmo aí, ainda há oásis de grande beleza e ricos em vida selvagem, basta saber onde procurar!!!

Este post foi uma visão registada do que vi na estrada a caminho de um vale apertado (canto inferior direito da imagem acima) e de um rio coberto de um magnífico carvalhal. De bicicleta, claro, é mais fácil contemplar e reparar em lugares, que de outra forma não conseguiria, mas isso já é uma história mais complexa! Cumprimentos!

terça-feira, 28 de julho de 2015

e a natureza volta a reclamar.


A ganância está por todo o lado, a busca pela posse de terras para as transformar para sempre irá sempre pairar em torno dos últimos habitats naturais, ou em locais que já não o são mas poderiam-no ser! Aqui na margem direita do rio Boco a montante da Vista Alegre (Aveiro) podemos encontrar outro triste exemplo do "imobiliarismo" situada nas seguintes coordenadas do google earth  40°34'30.65"N   8°40'33.58"W . Um labirinto de estradas que foi criado, para nada, para as "moscas", e eu adoro moscas, mas é triste,... 
Os solos arenosos antigos voltaram a ser cobertos por vegetação pioneira à sombra dos Pinus pinaster poupados. Poderia estar aqui a inumerar e blá blá bla, .... Apesar disso, e deixando isso de parte, procurei aqui algo de interesse natural, seja insectos nas plantas autóctones ou aves das quais já sabemos que temos muitas que não se importam com este tipo de locais, e outras que os procuram! O solo arenoso local é um pouco limitado no que toca a fixação de espécies botânicas, mas a verdade é que este local está muito elevado em relação aos braços da ria de aveiro e das dunas holocénicas, constituindo ou constituiria um refúgio interessante de outras plantas e árvores diferentes da vegetação pouco diversificada como por exemplo essas dunas holocénicas. Mas isto claro seguindo os fundamentos do rewilding, e juntando a isso uma horda de várias espécies de animais de grande porte, alguns já extintos, e todas as suas fantásticas interações com o meio!, que completariam esse cenário natural "quase" para sempre perdido!
Deixo-vos uma única imagem desta bela borboleta, porque quando parei a bicicleta foi a primeira espécie que encontrei.
E claro, quem procura encontra, e este lugar continua cheio de surpresas!

Vanessa cardui
by Rui Faria

domingo, 26 de julho de 2015

2 répteis do rio Varosa

Lagartixa-de-Bocage (Podarcis bocagei)
O rio Varosa é magnífico, soberbo, com uma vegetação rica e variada característica do "começo" do alto douro, começo, porque este rio desagua em frente ao Peso da Régua, logo a jusante da foz de outro belo rio, o Corgo. Os blocos rochosos imponentes amontoam-se por todo o leito como se tivessem caído do céu, em formato de bolas redondas ofuscam-nos com as suas cores pálidas num dia quente e limpo de verão. O diferente caudal do rio permite visionar diferentes passagens da água e a erosão nas rochas, mas este processo já está mais amenizado pela existência de uma grande e assustadora barragem encravada nas falésias a montante.
Fica então o registo de dois belos répteis ou duas lagartixas, que apesar de serem comuns não deixam de adquirir colorações interessantes!

Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) 
By Rui Faria, Porto/Portugal

sábado, 25 de julho de 2015

Arbutus unedo ( breves notas)


Não é novidade que o medronheiro alcança a par do sobreiro um território vasto pelo norte, centro e sul do país, e aqui nestes montes xistosos logo a sul do rio Ave, na direcção Trofa, pude encontrar exemplares bem grandes, que com o abandono progressivo das terras assim se tornaram. Não tão massivos como os imponentes do vale do Gerês, mas ainda assim suficientemente grandes para conferirem alguma importância e destaque ao local. É uma árvore que atendendo ao que tenho visto, ou apresenta-se muito ramificada como é este o exemplo da imagem, ou na forma de árvore propriamente dita com um só tronco, mas isso vai de certa maneira depender e/ou ser influenciado por variadíssimos fatores.


Coloquei uns breves olhos no ritidoma e na folhagem deste e outros medronheiros na tentativa de encontrar alguns invertebrados, nas primeiras horas da manhã nublada do final de Julho, mas sem sucesso, viro-me então para os carvalhais e as suas pequenas bolotas em formação!


A julgar pela folhagem, estes exemplares têm resistido bem aos incêndios que uma vez por outra lá varrem estes locais, apesar, ou talvez por isso, da proximidade com campos agrícolas em atividade e uma estrada nacional movimentada a escassos metros.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

final de tarde (terras da Stipa gigantea)


Eu sou um pouco picuinhas com as fotos, e a apesar de o meu foco alvo ser o registo documental, o registo ou estudo das espécies e habitats, este nunca pode conter elementos artificiais e antrópicos. É como se estivesse a registar uma terra virgem, intocada, e pese o facto de ter o cuidado de não incluir lixo jamais, ou folhas de espécies exóticas na fotografia de plantas, ou rastos dos escapes dos aviões, às vezes, sem intenção, lá me descuido, e calmamente em casa digo,"fogo" (mas com sinónimos nortenhos! hehe!) 
O que é que a imagem acima tem a ver com isto? Aproveitei a última luz do final da tarde no monte da Stipa gigantea (http://wildiberia.blogspot.pt/2015/07/stipa-gigantea.html) para fazer uma composição mais relaxante e descansar da busca intensa de vida selvagem do dia! Ora as nuvens no céu têm-me suscitado muitas questões, pois tenho observado que os rastos dos aviões em determinadas alturas, quando arrastados pelo vento, "borratam" o céu, tornando em algumas situações difícil de perceber se são nuvens naturais ou se é a combustão do transporte aéreo!
Em todo o caso é uma imagem bonita que destaca a Stipa, o seu tamanho e o seu lugar entre os granitos e os pinheiros.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

um pouco de malacologia


Esta foi por certo uma das primeiras imagens que registei, isto na resposta ou acompanhando a febre da era digital na componente fotográfica, mas deveras tornar-se-á importante para estudos e conservação. Lesmas, é uma palavra que nunca apreciei muito, mas, e porque desconheço se haverá outros demais nomes comuns, não digo que acho que apenas existe esse nome, mas penso que estes magníficos animais mereciam nomes mais elaborados e interessantes. Esta imagem em cima no leito do rio ave em Porto d`Ave, revela uma das minha primeiras surpresas no que toca á coloração destes animais, pois até aí nunca havia visto uma com uma coloração tão pálida. Mas isso viria despoletar ainda mais o meu interesse pelo mundo dos invertebrados! Foi também nesse dia que perdi a minha primeira máquina digital, para a água claro! Mas não choro por ela, pois o que importa é o mundo vivo, o resto são acessórios sem importância. Depois deste aparte lamechas, prossigo na história, e em baixo podemos ver uma lesma (não gosto mas vou ter que utilizar esse nome) alimentando-se no díptero em decomposição. Mas o comportamento destes moluscos terrestres vai muito mais além, não hã limitações, limitações tem esta via, pois gostaria de vos mostrar muitas mais histórias sobre dezenas de imagens que possuo destes animais, e desde já peço desculpa a não inclusão dos nomes científicos, mas vá lá, as imagens já falam por si mesmas!!! 
Por último e em último deixo um close-up de uma de coloração negra.



By Rui Faria, Porto, Portugal

terça-feira, 21 de julho de 2015

Rouxinol-dos-caniços (Acrocephalus scirpaceus)


São as terras baixas da ria de Aveiro que proporcionam vastos caniçais da espécie Phragmites australis, íman de aves especialistas, aves que apreciam a cobertura densa destas plantas. E quão densa é esta planta no verão! O Acrocephalus scirpaceus não é tímido, pelo que é possível fazer boas aproximações desta espécie, seguindo os seus belos e melodiosos cantos. 


A coloração pálida desta espécie é previsível e alusiva à coloração dos baloiçantes caules dos caniços, até ao ponto em que eles desabrocham na cor verde e se tornam maciços e escuros. Aí a reprodução entra em alta!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

porto ou Oporto (falésias)


Vivendo no porto, uma cidade cada vez mais badalada pelo turismo, não é fácil ser-se naturalista de proximidade, o que encontro aqui de natural são pequenos a mini recantos, onde a vida selvagem é acanhada e tímida, por isso as fotos de paisagens naturais são quase impossíveis de fazer, excepto na orla costeira portuense, mas nos demais sítios, não...
Nas minhas deslocações para o local de trabalho, que a propósito são sempre de bicicleta, da margem norte para a margem sul em Gaia, atravessando a ponte D.Luís, tenho a visão ampla e relaxante do canhão do douro em pleno Porto e Gaia com um pano de fundo das serras de Valongo. Ora então e saindo um pouco mais cedo de casa aproveito a minha própria boleia partindo à descoberta de um dos locais mais vistos e fotografados do Porto. As encostas íngremes com uma história de degradação longa, ainda apresentam flora relíquia como a Erica arborea o Acer pseudoplatanus e a Phyllirea latifolia ou a Smilax aspera por exemplo, e na primavera os sabugueiros (Sambucus nigra) pintam os socalcos abandonados com os seus belos e grandes cachos florais.

E a imagem acima? Bem, da margem norte, zoom no máximo, e apanho aqui um pequeno trecho geológico da encosta a escassos metros do tabuleiro inferior da ponte. Um pequeno trecho natural e pouco intervencionado, presumo eu!. Certo que uma visita de barco se impunha para perceber melhor a flora que ainda aí vegeta e que é difícil perceber dos múltiplos pontos de observação, porque também existem muitas exóticas, ora seria esta uma das portas de entrada do comércio de plantas antigo. 

domingo, 19 de julho de 2015

Haematopota sp. /carvalhal

Não coloquei ocelligera no título referente à espécie porque mesmo que até seja, estou sempre com um pé atrás no que toca a nomes científicos de invertebrados portugueses, se bem que o conhecimento neste campo aumenta a cada dia que passa bem como os registos fotográficos, vão-se tornando cada vez mais abundantes e banais, mas em todo o caso, informação fidedigna e completa não é fácil de encontrar na net, está muito fragmentada, e este nome tive que vasculhar no portal Naturdata, que não é fácil para quem não estiver no mínimo familiarizado com as diferentes espécies (que são imensas) e formatos das mesmas.
Este magnífico díptero que encontrei nas Viola sp. na margem de um curso de água de encosta em Aboim, Fafe, no seio de um amplo carvalhal jovem e denso (de notar que este foi cortado à alguns meses para lenha e carvão, uma prática comum nesta região).
 Curiosos são os seus globos oculares raiados, prontos para a "party" evidenciando o carácter excêntrico e modelador da natureza, mas se ainda assim não convencer a maioria das pessoas a gostar e a querer conhecer estes espantosos insetos eu de futuro publico mais imagens, e de certo o farei, ai não esperem pela demora!


Haematopota sp.    7-8-2009 

sábado, 18 de julho de 2015

Stipa gigantea!


No ínicio de julho parti mais uma vez à descoberta das terras da Stipa gigantea nesta serra granítica em Figueira com a particularidade de ser esta a gigantesca transição do xisto para o granito. O xisto que é visível para oeste, o anticlinal de Valongo e serras adjacentes, e para sul a serra da boneca. Esta serra em tudo é semelhante a uma boa parte das serras graníticas do Minho mas com a diferença de possuir vastas manchas douradas de stipa, douradas porque os seus gigantes caules secos, conferem esse tom. Da primeira vez que visitei está serra não dei a devida importância a esta gramínea, mas depois de reflectir constato que será a população mais perto da costa norte, e estranho porque já a conhecia nas serras graníticas do distrito da guarda, e sempre formei a ideia que é uma espécie continental tanto que em parte ainda a tenho.

Stipa gigantea

Parecem pequenos mas não são, garanto!



Ver agora está espécie neste dia nublado e os seus caules de 2 metros de altura é fascinante, e alegra-me pela diversidade a que trás a estes montes pobres e devastados pela acção antrópica, pois eram sempre aquelas espécies comuns que observava, as urzes tojos e carquejas ou giestas resultado óbvio da primeira ou da segunda zona metropolitana mais populosa do país, mas nem esse facto deitou por terra a biodiversidade sobrevivente, avifauna variada, uma abundância de mamíferos, dos insectos já nem se fala,...
E foi na realidade o motivo desta nova visita, a busca por ortópteros (gafanhotos) sobretudo nos tufos da stipa. Curiosidade em descobrir as diferentes colorações que me estariam á espera associados á stipa mas também a outras 4 espécies de gramíneas. A manhã nublada fez ainda esconder estes insectos, mas não as aranhas, e que muitas que eram!



Dou também destaque á presença quase junta de três espécies de tojos o Ulex minor, o Ulex latebracteatus e o Ulex micranthus; as vagens secas e peludas das giestas exibem-se, não tarda e começam a estalar ao sabor dos dias tórridos.!



E  não é que o IPMA acertou em cheio, e logo depois do meio dia o sol se abre por entre as abertas, e que forte ele é, à minutos atrás estava a ficar com frio de t-shirt e agora parece que estou no Alentejo! só até adaptar-me! Adiante; logo de seguida surgem as andorinhas á caça de insetos e as borboletas investem contras as poucas flores do local. Não perco tempo, e aproveito o pouco que me resta para procurar insectos sedentos de calor.


Eu abaixo-me por entre as gramíneas, lançando-me na sorte, e capto este hemiptero.


by Rui Faria

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Wild Marão


Se algum dia as grandes aves de rapina voltarem a este cenário de cortar a respiração,...
Se as cabras-monteses pularem pelos precipícios,...
Se os abutres e os quebra-ossos fixarem o olhar na imensidão geológica, ...
...serra do Marão!!!...

...Mountain of Marão by Rui Faria...







domingo, 12 de julho de 2015

"Anemone" litoral norte-atlântico



O litoral atlântico está repleto de maravilhas naturais e uma biodiversidade composta por mais fauna do que flora, logo as regras são um pouco diferentes em relação ao mundo terrestre fácil de perscrutar obviamente. Nos baixios expostos pelas descidas de marés e de carácter geológico vários, é possível encontrar diferentes espécies de algas carnudas, os ouriços, os bivalves e univalves. Muito resumidamente escrito, mas na verdade são esses os grupos mais abundantes, á primeira vista!


As anémonas conferem tons ricos a este mundo de difícil acesso para nós, que só se compreende ao mais alto nível num mergulho, total, num dia ensolarado, por exemplo. Resta-me a mim fazer um certo contorcionismo para tentar captar a beleza destes seres pelas múltiplas fendas e cavidades. E claro, ter sempre um cuidado na forma como caminho por estes sítios, como disse acima, a dinâmica aqui é diferente, estes lugares não estão preparados para o pisoteio excessivo e o mesmo pode e danifica e altera estes bonitos habitats costeiros.


Faixa costeira: Espinho-Vila do Conde    by Rui Faria

sábado, 11 de julho de 2015

pôr do sol foz-douro



É o fim da hora mágica, aquela hora que preenche o pano do fundo de cores vivas de uma boa parte das grandes fotografias dos grandes mestres.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

descobre as gramíneas!


Quando chega o tempo ameno e quente, vulgo primavera e verão, procurar gramíneas é algo que nunca posso deixar de fazer, é algo que me impele, encontrar novas espécies floridas, admirar um grupo botânico tão desprezado como os insetos, e imaginar histórias de herbívoros perdidos no tempo. Para mim, que já trabalhei com cavalos, tem um significado especial na medida em que pude apreciar o apetite voraz que estes têm por estas plantas, ou os odores que estas libertam quando são cortadas e na secura ou na secagem que a elas se impõem! 


De facto, Portugal é um paraíso no que toca a este grupo botânico com variadíssimas espécies adaptadas a praticamente, senão todos os habitats terrestres e alguns aquáticos, e como dizia acima é com a chegada do tempo quente, um breve período, em que é possível apreciar as rudimentares flores com as suas formas curiosas e engraçadas baloiçando na leve brisa que penteia os campos e montanhas e outros lugares,...


by Rui Faria / Porto

Para quem quiser saber mais sobre a biologia deste grupo é favor consultar:
http://www.uc.pt/herbario_digital/Flora_PT/Familias/gramineas

quinta-feira, 9 de julho de 2015

zoom na teia

Como pano de fundo o grande carvalhal da serra de Fafe em Lagoa. E agora podemos perguntar porque não está a teia ao centro dos dois ramos? Bem a explicação está mais do que evidente e pode ser complexa ou não! Interessante ver os dois fios que partem paralelos do ramo esquerdo para a teia voltada á direita e essencialmente presa ao ramo direito. Claro que a primeira e única pergunta é evidente no sentido de que no centro baloiçaria muito mais, à altura em que está, e possivelmente se destacaria ainda mais, algo que o aracnídeo não quererá por certo! No fim de contas tem essa configuração por acaso da vida (à falta de palavra melhor).


quarta-feira, 8 de julho de 2015

falésias do Risco (PARQUE NATURAL S.A.)

In to the wild é o que se sente ao penetrar nesta vastidão calcária de rochas vertiginosas de coloração pálida, que terminam abruptamente na vastidão oceânica. A espetacular variedade de arvores e arbustos mediterrânicos simbolizando verdadeiramente o sentido dessa palavra, mediterrânico! 
A erosão lenta mas presente, desgasta estas terras dando a sensação que a serra foi cortada com uma gigantesca espada,... mas só nós para apreciarmos este cenário dantesco e brutal.
 Os animais mantêm-se à margem destas falésias, mas as aves são as que dominam num território já com marcas antrópicas profundas. A grande variedade de odores que o estio despoleta nas plantas já é sabida e cheirada, será?, mas nunca, nunca deixa de surpreender! 

Falésias calcárias.

Panorâmica do parque natural.

Serra de são luís.

Arvoredo e matagal mediterrânico.

Mata do solitário.

Matos mediterrânicos e olival.

Vasto pinhal-manso.