segunda-feira, 29 de junho de 2015

ninho de? pinus.


Ninho de ave de rapina ou de cegonha, ou de outra ave? O pinheiro em quescolheu arca o ponto de cruzamento entre arrife e aceiro numa das matas nacionais do distrito de aveiro.


A uma altura impressionante neste enorme pinheiro-bravo, a ave mistério escolheu o refúgio e o sossego desses vastos pinhais que usurparam as dunas holocénicas. O acesso ao mesmo incita na ave manobras ágeis e malabarísticas, nada surpreendente neste grupo de animais.

domingo, 28 de junho de 2015

pinheiro- ramos retorcidos


Dunas primárias a norte de Mira, e numa pausa na busca de invertebrados.


Num mundo de areia, o material lenhoso é um alívio que destoa a monotonia da praia, dos grãos de areia e do intenso brilho solar. Poisos de aves, refúgio de répteis ou plataformas de aquecimento de répteis e de invertebrados.

sábado, 27 de junho de 2015

no interior da flor da dedaleira

Digital, Casio ZR-100
                Enfim!, cor e mais cor aos olhos de um inseto será assim, com uma cor diferente!...


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vale do couce


Na região de Valongo, no distrito do Porto, o vale mais curioso que já alguma vez visitei, e que de várias maneiras retorno vezes sem conta pela relativa proximidade em que resido e pelos fáceis acessos. Posso dizer com toda a certeza que é o lugar que mais vezes percorri, centenas e centenas de vezes, e no entanto a sensação e também realidade é a de que nunca hei-de descobrir todos os recantos magníficos deste vale extraordinário. A febre dos eucaliptos, mas também o uso excessivo de papel nas nossas vidas (que também é culpado!) deixou marcas profundas nestas encostas, não só pelo facto de apenas se plantar aquela árvore, mas como alterar a configuração dos solos por meio de socalcos, método esse que nem as encostas mais acidentadas escapam!. 
Mas, e é um grande mas, ainda existe bolsas enormes de vegetação interessante e de carácter mediterrânico como os sobrais, medronhais ou sobral-medronhal, pinhais e nalguns pontos específicos alguns adernais de Phyllirea latifolia, dos quais, destaque para alguns exemplares arbóreos, "tão crescidos" como os do Buçaco.

Phyllirea latifolia - Margem esquerda do rio ferreira.

De resto os matagais de algumas escassas espécies como as urzes, tojos, Genista sp, e fetos-comuns, entre outros completam a paisagem ou as bolsas mais íngremes poupadas à eucaliptização, ou áreas simplesmente esquecidas. O debate dos incêndios, é para mim um assunto muito complexo, que não o vou referir aqui, apesar de ter modelado, só por si próprio a vista aérea deste lugar, e basta apenas reflectir que possuímos uma incrível variedade de flora endémica "indestrutível" aos, e "apreciadora" dos fogos ou incêndios como o sobreiro por exemplo, o caso mais notável da fantástica adaptação do seu tecido ritidomal, a que chamamos cortiça entre outros fantásticos exemplos,...
Até à próxima! Rui Faria


quinta-feira, 25 de junho de 2015

"rewilding cabreira"


Posou no retrato?


Não há nada melhor que vaguear pela alta montanha e dar de caras com um ser de hábitos primitivos.
Apesar da sua aparência domesticada, e de facto é mesmo, deixo-me a olhar para eles e a embalar de novo nos seus hábitos, nas plantas que comem, nos insetos que procuram os seus excrementos e na essência de manada!


No grande prado montano equídeos e bovídeos partilham pacificamente os mesmos lugares, como se uma linha pré-histórica na mente deles nunca se quebrasse. É um alívio que tal nunca aconteceu, porque se esses possantes mamíferos ainda se lembram da sua "flora preferida", esta também não se esqueceu deles! E se desenvolve e reage de variadas maneiras na sua presença. Claro que a palavra que melhor descreve este ambiente é a paz ou serenidade, mas isto quer dizer que os pastos ficam super rasos! O que quero eu dizer com isto? Faltam os elos dessa antiga cadeia, faltam os predadores, falta o movimento constante destas pequenas manadas, ... falta muita coisa e existe coisas a mais que travam a vida destes animais de tentar encontrar um "caminho". Os pastos tornam-se rasos, exíguos e apertados devido à constante pressão exercida por locais como esse da imagem que eles preferem, mas também pelas escorrências de água que oferece, falando de um caso mais particular. Um equilíbrio hipotético resolveria a problemática de todas estas questões, o chamado ecossistema!

Eu ainda estou a aprender a conjugar as peças deste puzzle que nos foi deixado, certo que muitas já desapareceram, outras peças estão "tingidas" e outras estão estragadas, mas se imaginarmos o puzzle terminado mesmo com as peças eternas em falta, ainda assim a visão seria um estrondo!!! Se é que me faço entender!

Ainda assim, como podem constatar no post flora da serra da cabreira, a diversidade da flora é estonteante e maravilhosa, e mantém-se à margem da herbivoria, e em muitos, senão todos (talvez a exagerar) os casos, beneficiando dela!



By Rui Faria

quarta-feira, 24 de junho de 2015

curso de água granítico

Só o granito oferece às águas dos cursos de água que descem as montanhas, a transparência a limpidez e a frescura que nenhuma outra massa de água apresenta. De carácter gelado ou fresco, estas águas oxigenadas, serpenteiam e balançam ao sabor das estações, devorando pacificamente todos os obstáculos que encontram pela frente. Tudo que é sólido acaba sendo polido em formas redondas curveadas ou curvilíneas, suavizadas pela passagem de uma matéria quase sem fim!.

Uma pequena intro, em que eu tento magicar ou inventar palavras para descrever o que é por exemplo juntar as duas mãos em forma de taça e recolher um pouco de água que desce estes ribeiros, e com ela refrescar-me ou refrescar a face, ok, na primavera ou no verão! Bebê-la com segurança nos padrões de uma sociedade informada e amedrontada com dogmas, mitos e superstições, só muito perto da origem, vulgo nascente... Mas garanto, ... não há nada melhor!!!



terça-feira, 23 de junho de 2015

rã e rãs


Tentar andar ao ritmo dos anfíbios não é fácil, sendo seres diurnos como nós somos, o"anfibiologista" tem de ser persistente na busca destes pequenos seres vivos. As rãs-verdes são tenazes, lançam sonoridades num mundo cada vez mais silencioso, silencioso no que toca ao mundo natural, porque o nosso é cada vez mais ruidoso. Estas apreciam qualquer massa de água limpa e fresca mas com terraços expostos para se aquecerem, e alternarem entre a margem e a submersão. 
É compreensível que seja um país pobre em espécies de anfíbios, tipicamente mediterrânico com verões quentes e secos que rapidamente evaporam muitas zonas húmidas, não há dúvida que os nossos anfíbios são tenazes! 

foz do rio caima- Rã-verde


segunda-feira, 22 de junho de 2015

cores, encosta, douro


 Logo a jusante da barragem de crestuma, são frequentes as vezes que vou em busca de recantos naturais nas margens do rio Douro. Não é fácil tirar imagens com quadrantes naturais, como se tivesse no douro internacional, porque aqui as exóticas proliferam, seja os eucaliptos que descem as encostas, seja as acácias que lutam por espaço com os escassos salgueiros na margem. Em todo o caso, um olhar atento num dos pontos mais íngremes da margem do douro como referi no primeiro ponto, logo a jusante da barragem de crestuma na margem direita, pude dar de caras com um gigantesco freixo, Fraxinus angustifolia, e um exemplar de Salix salvifolia, uma espécie de salgueiro que conhecia de rios muito mais a montante, mostrando que a flora não se rege por delimitações "políticas ou administrativas", e indicando preciosas reflexões no que toca ao micro-clima local e até a sua interacção com outras espécies ribeirinhas.


Prosseguindo então na escrita, subo uma parede íngreme a poucos metros do areal do douro e das subidas e descidas de maré. As escorrências de água das paredes rochosas sombreadas pelas árvores perenes exóticas, revelam um bombar de cores quentes como a das duas imagens acima, conferindo à pequena cavidade onde as encontrei um aspeto cavernoso melancólico. Ao que parece, será uma água altamente rica em minerais que forma esta coloração ferrugínea. Líquenes, musgos e fetos de variadas espécies também me regalaram os olhos e a máquina, e o Myrtus communis que se agarra ou se debruça sobre as paredes verticais fez o "clic" no meu cérebro acerca do tipo de bosque potencial que poderia vegetar esta encosta, mas isso como sempre fica para outra história, mas o que é certo é que eu acabo sempre por esquece-la ou colocar um ponto final fora do "mundo digital".

domingo, 21 de junho de 2015

flora de junho na cabreira
















Desculpem a falta dos nomes científicos, ou a falta da descrição, o facto é que sou um pouco preguiçoso em ir á procura deles, embora até os saiba de cor! 
Bem, fica então aqui um amostra da rica flora do alto da serra da cabreira, em meados de junho.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

carvalhos à contra-luz


Isto de fotografar ás vezes é uma canseira, dou por mim muitas vezes a perguntar porque é que fotografei isto ou aquilo? Porque é que tiro 1000 fotos se só aproveito 50? Bem, certo que tudo tem os seus dissabores, mas para além do prazer que isso me dá ou não!, o facto é que a fotografia foca-nos em pontos que de outra forma não prestaríamos atenção, não nos captava a mente ou a imaginação, bem, acho que já estou a fugir para um lado mais poético! Por isso voltando ao tema, coloco aqui duas imagens que não me dizem muito a nível documental, mas que podem ter interpretações várias!


O algo comum a ambas, se é que o posso assim dizer, é que este carvalho (a segunda imagem é um close-up da primeira, reparem no lado direito da primeira imagem) despontou no alto de um penedo granítico, isolado e exposto brutalmente aos elementos. Mais uma vez a imaginação faz-se em questões sobre a biologia associada a este quercus, como se desenvolveu e como se desenvolverá!
Póvoa de Lanhoso, Rui Faria  

quarta-feira, 17 de junho de 2015

bosque mediterrânico do guadiana


Um olhar sobre a forma como as azinheiras e as oliveiras se dispersam pela encosta logo a jusante da barragem do Alqueva. A explosão de aromas que emana destas paragens é inigualável! A Cistus ladanifer muito contribui para isso, seja também visualmente na forma das suas grandes e brancas flores com as características pintas castanhas no centro das pétalas, seja nos seus óleos perfumados que percorrem folhas e cales.