domingo, 31 de maio de 2015

o escaravelho das pintas brancas


É muito fácil avistar esta espécie em muitas flores silvestres. Esta foi numa Leuzea longifolia.

sábado, 30 de maio de 2015

serra da boneca


Que cenário magnífico, com vista para o sinuoso vale do rio douro, mais parece uma paisagem intocada, pelo menos foi isso que tentei transparecer, porque abaixo predominam eucaliptos. À sua maneira tem uma certa essência da parte mais elevada da serra do Marão. Os prados de herbáceas contrastam com os matagais de carqueja e urze e as plataformas xistosas laminadas são de cortar a respiração! Posto isto, será que as grande aves de rapina ibéricas voltarão um dia a ocupar este cenário portentoso? Com um parque eólico acima dos dois pinheiros, não me parece!...


Os sobreiros refrescam um pouco a encosta, resistentes duros aos incêndios.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

cria de rabirruivo


Destemida pelo meu quintal em pleno centro do porto.


"onde estão os meus pais?"

Meados de maio, Nikon P600

quinta-feira, 28 de maio de 2015

pinhal monótono



Pinhal monótono e pobre florísticamente em vale do couce. Por isso não importa se a espécie é autótone ou não, se esta estiver inserida numa monocultura a diversidade florística será quase sempre pobre! Na realidade é mesmo isso que o silvicultor pretende, seja carvalho, pinheiro ou eucalipto. Quanto menos material lenhoso e foliar houver no solo mais fácil será a manutenção e o rápido crescimento da espécie que se pretende conduzir. Mas no final de contas é possível, se o silvicultor assim o bem entender, por gosto ou bom censo, fomentar uma maior diversidade flrística nestas monoculturas. E na altura em que vivemos, só terá a ganhar com isso!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

invertebrados claros nas dunas


Está visto que os tons pálidos predominam nos insetos que habitam nestas dunas arenosas de Mindelo.



Mais um exemplo de um gorgulho!



E este aracnídeo caça activamente as suas presas, ao aproximar-me dele salta para uma folha de violeta, mas difunde-se muito bem por entre a areia dourada.



E esta espécie de díptero exclusiva dos areais. Não foi fácil conseguir esta imagem por que esta espécie estava sempre irrequieta.

terça-feira, 26 de maio de 2015

"zebra amarela"


Nas terras baixas de salreu a Papilio machaon proucura as flores desta Iris pseudacorus. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

choupo cresce na areia



No cabedêlo da foz do rio douro, são muitos os detritos naturais que aqui se depositam, paus, ramos, troncos, folhas, (e infelizmente também lixo antrópico)... Cheias e tempestades arrastam para este troço final do douro toda a matéria vegetal que se desprende da margem do rio e afluentes a montante, que aqui se deposita e acreditem ou não constitui um autêntico refúgio de vida selvagem. Os troncos servem de abrigo para os répteis e para uma miríade de invertebrados. É claro que sendo um lugar fortemente aprazível e apelativo, e sobretudo por se encontrar entre duas das cidades mais povoadas do país, este fenómeno, se é que lhe posso chamar isso tem sol de pouca dura. Logo que o "bom tempo" chega, começa a limpeza das praias, e, sobretudo os troncos "desaparecem" muito depressa.
Por isso a acumulação de detritos vegetais nas desembocaduras dos rios é do processo mais natural que existe, vejamos o caso de rios selvagens no Alasca, na Nova Zelândia, e um pouco por todo o mundo. São nichos que esse processo cria e é isso que eu procuro de vez em quando aqui no cabedêlo. Interessante ver cogumelos a florescer em troncos aqui na praia, depois de uma viagem atribulada, e é esse o caso da imagem acima. Um pedaço de um ramo de choupo Populus nigra, vindo de montante das margens do douro onde existe em abundância, naturalizado?, e que uma vez "descansado" na praia, rebentou. Vamos ver quanto tempo consegue sobreviver á limpeza frequente deste sítio, mas já aqui está á mais de um ano!

domingo, 24 de maio de 2015

"cabreira no marão"


Parece um cenário de vida selvagem!



Na serra do marão o pastor molda a paisagem com a sua cabreira.



sábado, 23 de maio de 2015

ninho exposto


Nas faldas nortenhas da serra da cabreira no interior de um belo carvalhal-negral dou de caras com este ninho, isto em 14/7/14. Ai se eu estivesse á hora certa, de rebuliço e actividade da reprodução de determinada ave, passeriforme! Fica o registo, contrastando com as bagas deste belíssimo Crataegus monogyna.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

capra e olea


E o meu tio sabe satisfazer as necessidades dos seus animais, fruto de uma cultura antiga de aprendizagem e de usufruto da natureza, por certo também aproveitando os restos da actividade chamada "desburricar" que consiste no corte de todos os rebentos grandes ou pequenos e caules lenhosos em redor das oliveiras. 
Passado algum tempo, queima-se os ramos sobrantes e "completa-se um ciclo". 
Esta cabrita mansinha delicia-se com as folhas de oliveira. Aqui por terras quentes de Moura, é esta a árvore mais abundante, e é aquela que mais recursos dá. 


Mas no verão quem domina as suas copas são as cigarras com o seu "canto" ensurdecedor.
Esta deu-me um baile para a fotografar, porque eu preciso de a ouvir constantemente para a poder localizar no ramo, mas assim que me aproximo demasiado ela para de vocalizar, e se continuo na aproximação, ela não tem outro remédio senão fugir. Por sorte tive bom olho, e de entre a densa ramagem da oliveira lá a detetei (e fotografei!).

quarta-feira, 20 de maio de 2015

pinhal de quiaios


Contemplando a imensidão verde deste mega pinhal.
Não fosse a plantação maciça destas dunas á décadas, e este lugar seria um vasto "deserto", mas no bom sentido! O que quero eu dizer com isto? Pensem no deserto do Saara e imaginem então como seria este lugar antes das plantações, um mar de dunas atrás de dunas, areias douradas a perder de vista, ... Pequenos oásis com pinheiros em busca do lençol freático, sedentos, são como baldes á tona de poços, marcando de longe a presença de água. Enquanto escrevo estas palavras, estou a imaginar os insetos que utilizariam estes vastos areais em todo o seu ciclo de vida; aves de várias espécies, que também elas se serviriam deste habitat único.

 "Um Picanço-barreteiro descansa no alto da copa retorcida e acanhada de um pinheiro-manso, voados os centenas de quilómetros, repousa aqui contemplando a imensidão dourada e quente do final da manhã".

Certo que as condições á existência de vida num lugar como este não seria fácil, mas pouca informação chegou até nós desse tipo de habitat, e as poucas fotos que foram tiradas antes das plantações não fazem juz à vastidão selvagem e deslumbrante que este lugar seria.
Uma coisa seria quase certa, se esta vasta região não tivesse sido plantada seria hoje infelizmente (e em parte ainda é) palco de atividades intensas de todo-o-terreno...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

aracno...?


O nosso conhecimento sobre o mundo natural continua muito pobre, e então no que respeita aos invertebrados!... O que estariam a fazer estes dois aracnídeos numa dança á volta desta gramínea?, tudo passa pela nossa cabeça, luta? reprodução? competição? nenhuma das anteriores?.
Fica o registo no carvalhal de cepães,fafe. (rio vizela)

sábado, 16 de maio de 2015

heterocera no douro


Descansando na margem estuarina do rio douro, nos salgueiros que se debruçam nas descidas e subidas de maré. Maio 2015


Pormenor do corpo deste espantoso inseto. E se ainda não tem nome comum chamo-lhe aqui de Leonis-laranja (se alguém souber o seu nome científico terei todo o gosto em adicioná-lo).

sexta-feira, 15 de maio de 2015

pisco...dos bosques


Esta é provavelmente a ave mais simbólica da europa, pela sua coloração carismática e o seu canto melodioso, pela sua curiosidade, mesmo que nos aproximemos demasiado, de facto, muitos vezes, é ele que vem ter connosco!
Cepães, Fafe. Bosque de carvalhos no vale do rio Vizela

terça-feira, 12 de maio de 2015

rural, hoje natural! 2 -tronco de Alnus á lupa.


Apesar de haver regeneração abundante de Acer pseudoplatanus, não posso deixar de frisar que há aqui uma infestação alarmante de mimosas Acacia sp, por isso não foi fácil encontrar pequenos invertebrados ligados ao seu ambiente natural, mas no topo daquela pequena queda de água que mostrei ontem havia um grande amieiro Alnus glutinosa, e lá vou eu perscrutar minuciosamente o seu tronco. Encontro este espantoso gastrópode acima!


Estes aqui até me fizeram doer os olhos! e não foi fácil fotografá-los, isto porque eu não gosto muito de utilizar o flash, mas realmente é mesmo preciso, isto porque consigo captar mais detalhe e sobretudo as cores destes pequenos invertebrados interessantes. Refiro-me a invertebrados, porque realmente desconheço os seus nomes científicos. Posto isto era meu desejo ver um portal com o mesmo estilo do Flora-on, mas dedicado exclusivamente aos invertebrados terrestres, atenção que não tiro mérito nenhum ao Naturdata, e aos seus empenhados colaboradores, mas falta-me a "essência de busca", ...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

rural, hoje natural!


Noutros tempos, as populações rurais mantinham esta encosta cultivada e trabalhada.
Estamos na margem sul do rio douro, em gaia, a escassos centenas de metros dos limites da Quinta de Santo Inácio.


Regeneração super abundante de Acer pseudoplatanus. "Para trás" ficaram Platanus sp., Populus nigra e um Populus alba, relíquias da ocupação humana desta encosta.

sábado, 9 de maio de 2015

frente a frente das limícolas!


Para quem ainda tinha dúvidas em distinguir o fuselo Limosa lapponica, á direita e o milherango Limosa limosa, á esquerda, fica então o comparativo. Uma amostra de um grande bando misto de centenas de indivíduos nas terras baixas de salreu em finais de abril.
Cumprimentos a Manuel Petiz, que também se encontrava no local.
Nikon P600

sexta-feira, 8 de maio de 2015

geologia peculiar!


Na encosta voltada para noroeste, no belíssimo panorama que é a serra da cabreira, descubro este rochedo granítico peculiar.  Casio EX-ZR100

quinta-feira, 7 de maio de 2015

cada vez mais nua a serra da cabreira ...






Os equídeos semi-selvagens não têm dificuldade em encontrar pasto e as suas plantas preferidas nas encostas agrestes desta serra.


Mas as árvores fazem falta, diversificam o ambiente, protegem os solos e a água pura abunda!
É um misto entre árvores, prados, clareiras, pradarias, matagais e outros que deveria haver em conjunto com grandes herbívoros e seus predadores. E a coexistência com a pastorícia? É muito difícil alterar hábitos e tradições fortemente enraizadas! Um deles são as queimadas.
Plantar árvores com a designação autóctone, não basta, é preciso devolver a estas paragens a sua essência primitiva. Quem não gostaria de ver vastas pradarias de variadas flores (intercaladas claro por árvores e bosquetes, num mosaico!, rico e variado!) daquelas que encontramos nas bermas das estradas ou em parques, (que são muitas vezes alvo de perguntas do género: onde é que estas flores poderiam existir em estado selvagem?), espalhadas por estas serras!
Uma frase que consolidei ao longo destes anos a vasculhar estas serras graníticas é a de que o seu coberto vegetal é demasiado monótono ou homogêneo, sobretudo no que se refere ás plantas herbáceas (vulgares flores!), faltam muitas peças do puzzle!




quarta-feira, 6 de maio de 2015

gado bovino na mata de albergaria


Em pleno parque nacional da Peneda-Gerês, na mata de albergaria, o gado bovino é um importante agente no que toca á diversificação da flora. Se, pelo contrário podem ser muito destrutivos se confinados num espaço cercado, aqui, em semi-liberdade vão se deslocando pelos caminhos e bosques, comendo um pouco de tudo, e impedindo também que a vegetação não se adense muito, que no final acaba por beneficiar não só o próprio bovino, mas também uma grande variedade de plantas como havia referido, e sobretudo de animais, mais propriamente insetos! Segue abaixo um exemplo de um grande díptero que aqui avistei atraído pelos excrementos de bovinos.


Um obrigado a Ana Rita Gonçalves, que prontamente identificou esta magnífica espécie como sendo Mesembrina meridiana.




terça-feira, 5 de maio de 2015

aracnídeos da mata de albergaria








Uma pequena mostra da espantosa diversidade de aracnídeos deste recanto do nosso parque nacional!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

depois da serra ardida...


A encosta sobranceira ao vale do couce ardeu em meados do més passado, passados 10 anos do último grande incêndio de 2005. Estes pequenos dípteros sp em atividade pelos campos de cinzas, mostram que são das primeiras espécies animais a colonizar esta encostas, bem como várias colónias de formigas, certo que com os seus ninhos protegidos dessas chamas, sobreviveram!

sábado, 2 de maio de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015