quinta-feira, 30 de abril de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

rolas-do-mar também se alimentam nas dunas!


É claro que ao passar por elas, mesmo que a uma distância considerável, as rolas ficaram alertas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cytisus multiflorus


Floração abundante de giesta-branca em Cepães, Fafe
Contraste: granito-giesta.
Nikon P600

domingo, 26 de abril de 2015

grande carvalhal!


Um dos maiores carvalhais de Quercus robur da europa vegeta no concelho de Fafe, principalmente nas serras de Aboim, Lagoa e Gontim.
A imagem, retrata apenas uma pequena percentagem da magnífica extensão deste gigantesco carvalhal. Rasgado nalguns pontos por estradas de acesso ás povoações, ameaçado por incêndios constantes e em menor parte pelo corte de árvores para lenha ou carvão, este carvalhal é sem dúvida um segredo bem guardado!, no que toca á rica fauna e flora.
Na imagem, no canto superior direito e ao lado da floração amarela dos tojos, essa mancha cinzenta é de carvalho-negral Quercus pyrenaica, que nestas montanhas ainda não atingiu um porte arbóreo significativo, além do mais essa área foi recentemente afetada por um fogo (ou queimada?).
Neste local dá para imaginar como estariam essas serras graníticas, repletas de blocos graníticos de formato redondo, também conhecidos por caos de blocos, por esse país fora, mas que aqui estão rodeados de um exuberante carvalhal de sub-bosque de Pyrus sp. abundante!

Porque este lugar não se encontra na rede de áreas protegidas? Porque continuamos a ignorar áreas, que podem não ser prístinas ou intocadas, mas que com o passar dos anos recuperaram o seu esplendor? 
Este lugar teria todas as condições para ser um parque natural rico e diversificado! Como costumo dizer, a mata de Albergaria está para este lugar como os pais estão para os filhos!!


sábado, 25 de abril de 2015

carvalho de calvos


Anterior aos descobrimentos este imponente Quercus robur cresce majestoso no conselho de Póvoa de Lanhoso. Não existe imagem alguma que faça jus ao gigantismo deste belo carvalho. Ele próprio constitui um micro habitat para algumas espécies de flora, nomeadamente fetos, musgos, líquenes e uma panóplia de invertebrados.

Sou insignificante a teus pés meu grande rei carvalho, os meus 27 anos são insignificantes perante os teus mais de cinco séculos... Como pode um ser vegetal resistir tanto tempo pelo tempo?... Quantas e tantas histórias de vida se abraçaram no teu entorno, quanta vida e morte nasceu e morreu nos teus braços e nos teus grossos ramos que eu queria abraçar e quantas lutas pela sobrevivência terão-se perpetrado pelo teu tronco lenhoso... Oh tantas questões para ti meu velho ancião, que mesmo que as tuas folhas lobadas sejam iguais ás de outros carvalhos, para mim são diferentes, especiais e nostálgicas, são como o despertar anual de nova vida num ser antigo sem fim à vista...
Tamanho imponente e gigante que me deixa sem palavras e me causa admiração e palavras que ainda não existem, e como eu queria te abraçar e sentir a magia de eras passadas e tempos remotos, tu que engalanas a minha mente de uma miríade de deslumbrantes histórias e contos que só o tempo e o clima as faz desvendar na pureza e totalmente despidas. De tronco forte e rugoso cravado neste solo granitíco tal e qual a pedra que sofre erosão, tal e qual o xisto que delapida, mas é o granito que as tuas raízes fortemente se cravam e buscam minuciosamente a fonte de água pura que se entranha e vem deste clima atlântico que propicia o teu agigantamento. Por fatores com intenção ou fruto do próprio acaso mas também de alguma sorte, sobreviveste durante tanto tempo ali preso, num lugar e sempre vulnerável a tudo e a nós, mas ano após ano, revives o esplendor de uma copa ricamente folhada e o cantar dos passeriformes que saltitam os abundantes ramitos ou a panóplia de nichos que proporcionas desde a base até à copa.
E são invertebrados e muitos, de diferentes espécies que te procuram, e os esquilos que se divertem tronco acima e tronco abaixo, acrobatas efémeros e saltitantes constantes, curiosos e complementos de ti carvalho... Carvalho-roble, o único gigante sobrevivente, a única lembrança de um bosque encantado e antigo ou a esperança de um dia ainda o ser, rodeado por os seus semelhantes, rodeado de pequenos carvalhitos, rodeado de vida numa gigantesca floresta hipotética... Preciso de te ver na chuva, preciso de te observar no sol, preciso de sentir o teu cheiro na noite e mirar o reflectir do luar em teus ramos ou o pano de fundo estrelar passando pela tua copa despida de inverno, preciso de absorver o vento que chocalha os teus ramos resistentes nas intempéries intensas, ventosas e chuvosas, mas no final também do calor tórrido, e claro nas temperaturas frescas e amenas que tanto aprecias...

O grande carvalho-alvarinho Quercus robur, o magnífico carvalho de Calvos.
by Rui Faria

sexta-feira, 24 de abril de 2015

avifauna das terras baixas de salreu (finais de abril)


6 ibis-pretas descansam no lamaçal


"colónia de garças", posto de vigia no salgueiro incinerado.


Philomachus pugnax, 2 indivíduos nas suas tarefas de higiene, na orla de um bando de centenas de milherangos e fuselos. De destacar a plumagem de verão do guincho.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

o que andam os nossos vertebrados a comer?


micromamíferos


milípedes






frutos


frutos e micromamíferos


frutos do medronheiro



bagas




figos


coleópteros



coleópteros


coleóptreos


milípedes


micromamíferos



terça-feira, 21 de abril de 2015

rio tua, para futura recordação!!!

Não preciso fazer grandes textos introdutórios, porque estas imagens valem verdadeiramente por mil palavras!. (junho de 2014)








segunda-feira, 20 de abril de 2015

domingo, 19 de abril de 2015

nova zona húmida!

Foi á tempos recentes, que esta zona húmida foi escavada pelas máquinas militares do R.E. de Paramos, aqui neste campo dunar não longe da praia de Paramos. Este lugar plano certamente que tem uma longa história no que toca a manobras de artilharia pesada, e intensos treinos com armas de fogo. Passam vários anos e uma rica e variada vegetação assentou, atualmente ameaçada pela invasão grave das acácias australianas e do chorão sul-africano. Voltando de novo ao tema do título, portanto foi aberta uma grande depressão, por motivos talvez intencionais de favorecimento de charcos?, que se encontra hoje com várias espécies típicas de zonas húmidas. 3 espécies de salgueiros crescem a olhos vistos, o Salix atrocinerea em fim de floração, a Salix alba em flor e a Salix repens em flor com arvores femininas e masculinas, cresce também espontâneo um já grande choupo-negro Populus nigra, ..., tabuás, salgueirinhas, juncos, Baldelia sp., Calystegia sp. Iris pseudacorus.

Local da zona húmida

A Lupinus luteus floresce a olhos vistos. A Artotheca calendula, planta africana não oferece grandes problemas aqui pois vegeta em zonas de areal recentemente perturbadas.



A lupinus atrai imensos insetos!



sábado, 18 de abril de 2015

Podarcis sp. nas dunas de granja



Os dias de abril são solarengos e de manhã é preciso tomar sol para rapidamente ficar ativo e procurar invertebrados pelas areias. Helichrysum italicum com os cachos florais secos. 1-4-15

sexta-feira, 17 de abril de 2015

pedra boroa no planalto da freita

Quem visitar o local já não consegue captar a pedra no seu estado natural e puro, pois foi recentemente construído uma paliçada de madeira e uma plataforma de pedra com um banco para contemplação deste magnífico monumento natural. Não deixo de louvar o interesse que tem havido por esta serra, mas creio que essa empreitada seria de todo desnecessária. Se o motivo seria o de limitar o pisoteio, poderá ser compreensível, mas a paliçada não é de todo dissuadora desse ponto, além do mais, a própria pedra é acessível por todos os lados. No meu entender é uma forma de destacar a pedra, e de atrair as atenções na sua direção, algo que será certamente bem recebido por mais de metade das pessoas que visitam este lugar. Eu confesso que estou na outra pequena metade.


Não é muito do meu agrado debater estas questões, pois acredito que certas pessoas deram o seu contributo e esforço para colocar no mapa este nosso património fantástico. Nem quero que esta minha "indignação" pareça egoísmo, porque quero tirar uma foto a uma paisagem pristina, e assim! Fica apenas a nota, e de minha parte continuarei a relatar e estudar a nossa vida selvagem lusitana em todas as suas componentes.

Pondo tudo de lado quero agradecer a todos os amam esta serra e que a respeitam como um património único e importante a salvaguardar!!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

expedição ao rio tua (troço final) dia 2 conclusão

Com tanto tempo gasto a cá chegar, tive de despender 2 dias, embora seja a terceira vez que cá venho! E como o tempo corre procurei incessantemente por vida selvagem até ao raiar do dia. A noite foi mais monótona e o silêncio reinou no vale, os morcegos de várias espécies aproximavam-se de mim ali prestes a pernoitar num penedo á beira rio, chegavam e muito rapidamente davam a volta, serão longas horas de caça aos invertebrados noturnos, sobretudo traças (vulgo borboletas noturnas).


Mais um destaque para as magníficas formações rochosas do leito do rio.


Fiquei pasmado por ver troncos enormes presos nos freixos, Fraxinus angustifolia, trazidos por uma antiga e violenta cheia, mas o mais interessante é que se encontravam a várias metros de altitude a cima da linha do rio!


Uma amostra da rica floração de "abril" por estas bandas.


Aqui é fácil de a ver, mas no local demorei um pouco para a detetar, e quase que a assustava! Esta magnífica osga ali ficou completamente imóvel tomando sol mas confiando na sua magnífica coloração e camuflagem. Tive que usar o zoom da câmara quase no máximo para o réptil não fugir pois se me aproximava, decerto fugia!.


O bosque mediterrânico no seu esplendor: Pistacia sp, Olea sp., Quercus suber, Quercus ilex, Acer monspessulanus, Phillyrea sp, Pinus pinaster, Juniperus oxycedrus, Buxus sp, Fraxinus sp, etc,...


Característica erosão no leito e margens do rio.


E por último, encontro alguns exemplares desta magnífica Iris sp. na encosta sobranceira á margem esquerda.


Para terminar deixo a prova indescutível das mudanças repentinas que este rio irá sofrer!
barragem do tua, vista a montante 14 de abril de 2015



quarta-feira, 15 de abril de 2015

expedição ao rio tua (troço final) dia 1

apeadeiro de tralhariz e vale do rio tua
O objetivo principal desta pequena expedição a este belíssimo rio foi o de tentar registar o máximo de espécies animais e vegetais, bem como os aspetos mais relevantes da sua geologia, colher pequenas amostras de rochas e solos e das espécies vegetais mais icónicas deste vale, concentrando esforços junto ao leito do rio e margens adjacentes.

espetaculares formas geológicas na margem do rio
  Todos sabemos que a destruição deste lugar por meio de uma vasta albufeira (vulgo barragem) é inevitável. (É claro que como humanos que somos temos um enorme poder que é a decisão pelo que seria ainda plausível o encerramento desta destruidora empreitada!). Está para breve uma desflorestação tão destruidora que só foi superada pela barragem do alqueva! (que hoje caiu no esquecimento). Á muitas questões a debater ou que já foram intensamente debatidas e uma das mais relevantes é a se realmente iremos precisar desesperadamente deste empreendimento (certo é que daqui para á frente quando acender uma luz ou carregar o telemóvel vou-me lembrar disto!) em detrimento de uma paisagem única no mundo, única por que se chama vale do tua (que eu saiba não hã dois vales do tua!!!) e não é igual ao rio varosa, corgo, côa, sabor, távora ou outro qualquer rio noutra parte do mundo, se é que me faço entender!
Agora o julgamento fica a cargo do resto dos portugueses para debaterem e ou refletirem nisto da maneira que entenderem, mas quanto a mim é um dos locais, de entre os milhares que já visitei deste nosso Portugal, o mais magnífico, o mais ícone, o mais selvagem!!!,...

Falou-se muito dos valores culturais, naturais, patrimoniais ou outros demais acabados em ais, que, no meu entender não chegam sequer para dar a perceber o portentoso valor que este vale tem a quem nunca tenha pisado esta terra mas que seja um grande amante de paisagem e de vida selvagem. A linha ferroviária do tua sempre esteve em cima da mesa e só por si já devia ser suficiente para salvaguardar este paisagem ribeirinha. «Não há passageiros suficientes que mantenham os custos da operação das composições ferroviárias», então façam uma ciclovia ou percurso pedestre, ou viagens naqueles veículos antigos dos carris a pedal (não me recordo o nome), etc,.. Mas este ponto é uma pequena fatia do enorme bolo que é este vale, sendo que a maior fatia vai para á paisagem geológica e para a fauna e flora!
É importante frisar que todas estas imagens irão desaparecer para sempre, afogadas debaixo da "água do progresso"

Pois bem, como não disponho de viatura e as bicicletas não são ainda permitidas na linha do douro, desloquei-me então a pé partindo do Porto de comboio até ao destino no Tua. Para chegar a este magnífico vale com passagem em Fiolhal é preciso percorrer um longo caminho acidentado, mas que o fiz com o maior dos prazeres, pela belíssima paisagem que me oferece o lugar, pelos aromas das variadíssimas plantas transmontanas e pelo silêncio que impera.
Para finalizar esta introdução queria agradecer ao senhor (não lhe perguntei o nome) super simpático e hospitaleiro de furgoneta azul que me deu boleia até á aldeia de Fiolhal, um enorme abraço! E obrigado pela laranja!


  Vale do tua

A brisa suave que vem de montante força as sementes das Salix salvifolia voarem numa espécie de "neve primaveril".

O Buxus sempervirens ,aqui é um ícone á beira rio e tenho percorrido outros rios na tentativa de encontrar populações suas mas sem sucesso!
Buxus sempervirens
De folhas frescas e verdes cresce pacatamente entre a forte geologia local. Com as suas bagas, é muito abundante por aqui a par da Erica scoparia em inícios de floração.


Ranunculus sp em flor


O senhor deste troço do vale é o rabirruivo Phoenicurus ochrurus que entoa o seu canto empoleirado na rocha do leito do rio. Partilha este habitat com a alvéola-cinzenta e a alvéola-branca.



A alvéola-cinzenta á caça de insetos.



A alvéola-branca á caça de insetos no leito do rio.



Margem altamente rochosa.

 E segue uma pequena amostra de invertebrados que registei no/junto ao rio.





Continua no próximo post o segundo dia da expedição - "durante a noite os morcegos de várias espécies são muito abundantes e aproximavam-se de mim"