sábado, 12 de dezembro de 2015

inside the watercourse (xisto)

No interior daquele ribeiro, que desce abrupta aquela encosta, escondida por uma montanha, escondida por dois montes que se encontram e que se olham um para o outro, no meio dos matos e das pedras soltas ou do solo húmido, suave e ao toque, silencioso. Água preciosa alimentada pelas chuvas do tempo invernoso, que humedece os lençóis freáticos e que esbanja cá para fora os excedentes, excedentes da pluviosidade, seja de que intensidade for!. Camadas e camadas geológicas desse leito são beijadas por esse liquido, abraçadas pelas curvaturas de uma formação antiga e dobras impressionantes, e que lá impulsionam a descida desse liquido, dessa água fresca e maravilhosa que desce como o serpentear das serpentes e das moreias, curva após curva, descida após descida, até se encontrar com um ribeiro ou rio ainda maior, e com uma força ainda maior, com uma história mais grandiosa. É emocionante o toque destas águas frescas e límpidas, o refrescar da face, refrescar a testa, e as mãos mergulhar, e saborear aquela água que vai estar sempre gelada. Penso para mim que é daqueles momentos antigos melancólicos, que rejuvenescem a alma e limpam de várias maneiras o corpo. Mas este curso de água puro será sempre aquilo que se mostra, e cavar-se-à a si mesmo, aprofundando ainda mais a sua geologia única e brilhante.


Geological detail in the bed of the small watercourse steeply descending the slope of the serra de santa justa.

Pormenor geológico de um ribeiro xistoso.
by Rui Faria, serra de santa justa (Valongo)

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