quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ondulação-Outonal


Ondulação, nas bordas de tão grande oceano atlântico, rebenta-se espumada, e cristalina, contorce-se, e rebenta tão perto da praia arenosa, caracterizada por uma coluna linear delicada, e altamente comprida, ondulação quase geométrica, varre as águas salgadas e calmas espelhadas pelo céu azul e iluminadas fortemente pelo astro outonal. A onda rebenta enrolada sobre si própria, sucumbindo ao peso das águas que se precipitam, fruto de fenómenos naturais sempre constantes. Oceano de pureza e transparência, ondas cíclicas, sequenciadas pela ordem do acaso, ou aleatórias, seguindo um padrão influenciável do momento, do tempo ou do clima! A água palpável e límpida, refresca o corpo e mente, refresca o olhar, varre o estado físico e presente e varre o estado emocional do ser que a observa! É assim que o oceano, transformado em mar, chega, quando banha os litorais e as costas das plataformas terrestres, molhando apenas uma fina linha continental ou de ilhas, uma linha só quebrada e desrespeitada com a chegada de intempéries severas, que reclamam, sob poderosas forças, vastas áreas terra dentro.


Orla costeira, PORTUENSE
by Rui Faria

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