domingo, 20 de setembro de 2015

free Portugal \ natureza



Há uma coisa, que quero referir quando me falam da Holanda por exemplo, não que não tenha belíssimos parques naturais e reservas, e os vastos cenários bucólicos e paisagens artificializadas, mas o que eu quero dizer com isto, é que apesar de nunca ter estado nesse país, as impressões que tenho recolhido ao longo do tempo, é que por lá, a liberdade de percorrer, essas áreas naturais é mais restringida, e limitada, no que toca a viver aventuras ou expedições, algo que aqui em Portugal e abrangendo Espanha, tem-se até transbordar!
Claro que temos de pôr na mesa as diferenças culturais que nos separam desse povo, mas também os aspetos geográficos, maioritariamente de caráter aplanado, muito característico dos países baixos e intensivamente ampliados desde tempos antigos!

Digo isto, porque até junto das maiores cidades portuguesas por exemplo (sem referir os territórios mais bravios e ermos do interior norte e centro ou os "desertos" do interior sul) posso me perder num espaço selvagem, posso viajar livremente, percorrer trilhos, matos e bosquetes, ultrapassar rochas e penedos, descobrir recantos e fendas, e conhecer e mapear.
Um mosaico de montanhas mais conhecidas por serras, uma panóplia de grandes rios e sistemas fluviais diversos, com todos os termos aquáticos e os característicos habitats associados, as florestas, ou o pouco que resta delas, toda a imensa orla costeira intercalada por vastas praias e zonas dunares, e zonas rochosas, bem como serras que se despenham no mar, e as paisagens moldadas por ação do Homem, e outras, fazem deste cantinho peninsular um lugar sem dúvida único e especial!

Sendo o meu raio de acção principal a zona norte, já referi que em tantos anos de pesquisa, pouco ainda sei no que toca ás paisagens sobrantes e à fauna e flora tenaz, mas torna-se, não humanamente impossível, mas sim individualmente impossível, entender a evolução ou a biologia de determinada espécie ao longo do ano! Isso leva-me ás vezes a um dilema, mas não me posso cegar com isso, e é por isso que centro-me no que ainda não vi, mas dando prioridade, à "fruta da época",i.e, tudo que seja propício da estação do ano em questão.

De facto agora falando de portugal, que é apenas uma fronteira , uma linha política imaginária, mas que encerra em sua guarida, um conjunto de paisagens incrivelmente tão diversas que um amante da natureza facilmente se perde nos encantos destas paragens. Muito que hã para ver, mas é preciso também trocar o transporte rodoviário pelas duas rodas, pois com isso, estamos mais presentes e sentimos o ambiente, o que nos permite por sua vez descobrir, pequenos paraísos escondidos. Por último já não e preciso dizer que a pé ou apenantes como costumam dizer cá em cima, é o derradeiro e o mais primitivo método de exploração, poderão até pensar, e daí? É que hã muita gente ainda que vive a vida toda de "caixa em caixa", sem ligação quase nenhuma com o meio ambiente, mas porque não querem, o ambiente está ali estático, não faz mal a ninguém, muito pelo contrário, a mente fortalece-se no ar livre, e a benevolência é uma boa consequência disso!

 Importante não esquecer também que a natureza é um conjunto de formas, sistemas e seres interligados, que está ali presente sem se defender, mas que nos consideramos ser para nosso usufruto. Mas não podemos delapidá-la porque, tal como os nossos (vossos, eu não tenho) filhos, também todos os outros seres vivos das gerações seguintes tem o direito de usufruir todas estas belíssimas paisagens e habitats, e sobretudo de VIVER!


Pensamento, by Rui Faria
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