terça-feira, 29 de setembro de 2015

Carvalho/Pinheiro (contrastes)


Verde, verde, folhagem verde que balança com a brisa, com o vento que sopra sem direção, com o vento malucado,... E nos raios de sol que irrompem pelos bosques, caindo no solo como feixes de luz iluminando o ambiente, reflete-se nas folhas e o verde claro ressalta-se. E o verde claro é rei, se ao mirá-lo concentra-se na página inferior,... da folha,...do carvalho. Não é magia nem ilusão, é mística medieval envolvida nos encantos dos bosques, povoados de esperanças e sonhos, e afogados por amarguras dos povos que lá entram. O silêncio é contemplador e o som dos pássaros, inspira segurança e calma, e a solidão por momentos se esvai! E novamente o verde, que diz respeito às temperaturas amenas e à sombra das copas, que deixam o ambiente no solo ensombrado! E só aqueles feixes de luz, os primeiros da manhã, como rejuvenescedores, ao tocarem o solo por entre aquela folhagem, calma, agora não abanada pela brisa, e a calma impera!


Os ventos de mudança, animam o outro contraste, as nuvens são como um relógio intemporal, como um ponteiro movido pelo clima do mundo, com formas que puxam a mente e a nossa mente puxa por elas, e o nosso estado emocional vê nelas, aquilo que deseja ver! E sorrimos, ou choramos, com a forma que a mente e o nosso desejo criou! A luz forte do pano de fundo ensombra os pinheiros e denota as suas linhas e as agulhas e as pinhas, e a forma como cresceu ao longo do tempo. Azul, branco e preto se fundem na composição, para, da única maneira nos focarmos nos contornos. Também esses ventos, intemporais, esvoaçam, no mesmo meridiano, como que presos e presos pelas nuvens, e elas não desabam, não lançam as suas águas agora, não, não é para já,... Não é para agora, agora, elas, as nuvens, avançam com o astro no controle. Sol, nuvens e céu azul, é o outro contraste, acima do arvoredo florestal.

thoughts and expiriences 
by Rui Faria.

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