sábado, 26 de setembro de 2015

ASTRO sol


Apreciando, cada pôr do sol, à espera das cores vibrantes, quentes, à espera que o grande astro se despenhe e por lá fique longas horas, deixando a escuridão atrás de seu véu, mas a escuridão é breve, dura pouco, é um ciclo,...
Apreciando as texturas quase palpáveis das nuvens que contrastam com o contorno redondo desse astro, altura do dia em que os olhos não se magoam ao mirá-lo, altura do dia em que é possível contempla-lo, e vê-lo especado e embasbacado, com tal beleza fantasiada na nossa mente, mas que só a sensibilidade nos transporta para esse estado profundo. O nascer do sol, faz outro sentimento, mas será que é mais alegre ou enérgico do que o pôr? Penso que sim, mas nos locais certos, para começar a ver os mesmos contornos que desapareceram à longas horas atrás. No alto da montanha, sim, é lá que o dia...vai começar!
Já no litoral, nessa linha, omnipresente que separa dois mundos, o astro deixa-nos no seu ciclo, intermitente, e sem fim, no seu ciclo, ... espera, lá, ... isto já parecem teorias da idade média, e o que eu quero dizer com isto, é que o sol "imobilizado", vê à sua frente a dança circulante da Terra e do resto dos planetas e satélites. Ora quase que criava contradições nestas linhas, o que reflete a nossa percepção de que tudo gira à nossa volta, quando na verdade nós é que giramos à volta do mundo e ele gira connosco,... deixem, lá,... são apenas pensamentos!
E então lá me deixo apreciar o magnífico pôr do sol, apenas para não criar mais confusões, em entrelinhas. É o SOL!




Frente marítima do Porto
by Rui Faria
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