segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Arribas, Costa da Caparica


Pequenos troços de costas selvagens, por toda a costa portuguesa envoltos em mistério, guardado por processos naturais ainda fortemente presentes. As praias banhadas pelas águas límpidas ainda são uma realidade, a vegetação tenta a toda a custa fixar as areia levediças e saltitonas, e consegue-o, formando vastos cordões de plantas curiosas e com todas as adaptações características que as permitem sobreviver num ambiente tão inóspito. Fixar areias não é fácil, é preciso enraizar raízes profundamente no solo, e ter uma estrutura que permita a planta passar ano após ano pelas fortes intempéries que se repetem durante a estação fria.
A costa, tal como uma auto-estrada com estações de serviço, é uma via movimentada, para um dos grupos de vertebrados mais estudados do mundo: as Aves! Dezenas de espécies percorrem todos os anos para cima e para baixo essa vasta rede costeira, parando para repor energias e deliciar observadores de aves! 
Mas o que tem a costa de tão especial? Porque um pôr do sol é tocante na praia, ou duas gaivotas são retratadas em pinturas no mar junto a um barco à vela, de lado?.

As arribas da costa da Caparica, representam isto, e ainda mais, uma duna que amadureceu com o tempo, se tornou forte, e permitiu o aparecimento de espécies impossíveis de se fixarem em dunas mais instáveis e a cotas mais baixas! É uma linha de costa única, que por certo forma uma barreira intransponível para os grandes vertebrados, uma verdadeira barreira terra-mar!

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