domingo, 16 de agosto de 2015

o amor de pilritos e a moreia



Estamos no final de Maio do corrente ano, e nesta costa dunar rectilínea a norte de Praia de Mira, dois transeuntes alados chamam-me a atenção naquele final de tarde,...
Sozinhos na vastidão isolada da praia deserta, olhando um para o outro, fazendo adivinhar o que iria eu observar logo de seguida,...
Treinos? acasalamento?, por certo efetuaram várias investidas amorosas, mas eu não deixava de pensar o quão longe estão dos seus territórios de nidificação no Ártico, e que para lá certemante se dirigiam,... Não me posso esquecer que faltariam escassos dias para a entrada do més de junho, mas compreender queria, acerca das condições climáticas do território que as espera, porque enquanto não perceber (e por certo não vou conhecer) como estaria o Ártico nesta altura, continuarei com aquela pergunta inocente na mente: porque ainda estão aqui? Mas a natureza e os seres que a povoam não têm de ser lineares, ...

São momentos de prazer e de vida selvagem que nunca se esquece, ainda para mais com um cenário magnífico!


E agora entra a moreia!




Na pausa de toda aquela atividade no casal, este ou esta aproxima-se da carcaça de moreia, procurando invertebrados por entre a matéria em decomposição do animal morto. Mais uma vez brinda-me de belíssimas notas comportamentais que vão muito além daquilo, a que nos habituamos a caracterizar e todas aves, apenas os padrões de vida mais comuns, migração, reprodução e coloração!
Mas eu não me limito observar aves ou a "colecioná-las", mas antes ser um intrometido (com carinho, porque respeito a vida destes seres!) e compreender e estudar a sua vida íntima, e a sua eterna e mutável complexidade com o mundo natural. 


by Rui Faria





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