sábado, 18 de julho de 2015

Stipa gigantea!


No ínicio de julho parti mais uma vez à descoberta das terras da Stipa gigantea nesta serra granítica em Figueira com a particularidade de ser esta a gigantesca transição do xisto para o granito. O xisto que é visível para oeste, o anticlinal de Valongo e serras adjacentes, e para sul a serra da boneca. Esta serra em tudo é semelhante a uma boa parte das serras graníticas do Minho mas com a diferença de possuir vastas manchas douradas de stipa, douradas porque os seus gigantes caules secos, conferem esse tom. Da primeira vez que visitei está serra não dei a devida importância a esta gramínea, mas depois de reflectir constato que será a população mais perto da costa norte, e estranho porque já a conhecia nas serras graníticas do distrito da guarda, e sempre formei a ideia que é uma espécie continental tanto que em parte ainda a tenho.

Stipa gigantea

Parecem pequenos mas não são, garanto!



Ver agora está espécie neste dia nublado e os seus caules de 2 metros de altura é fascinante, e alegra-me pela diversidade a que trás a estes montes pobres e devastados pela acção antrópica, pois eram sempre aquelas espécies comuns que observava, as urzes tojos e carquejas ou giestas resultado óbvio da primeira ou da segunda zona metropolitana mais populosa do país, mas nem esse facto deitou por terra a biodiversidade sobrevivente, avifauna variada, uma abundância de mamíferos, dos insectos já nem se fala,...
E foi na realidade o motivo desta nova visita, a busca por ortópteros (gafanhotos) sobretudo nos tufos da stipa. Curiosidade em descobrir as diferentes colorações que me estariam á espera associados á stipa mas também a outras 4 espécies de gramíneas. A manhã nublada fez ainda esconder estes insectos, mas não as aranhas, e que muitas que eram!



Dou também destaque á presença quase junta de três espécies de tojos o Ulex minor, o Ulex latebracteatus e o Ulex micranthus; as vagens secas e peludas das giestas exibem-se, não tarda e começam a estalar ao sabor dos dias tórridos.!



E  não é que o IPMA acertou em cheio, e logo depois do meio dia o sol se abre por entre as abertas, e que forte ele é, à minutos atrás estava a ficar com frio de t-shirt e agora parece que estou no Alentejo! só até adaptar-me! Adiante; logo de seguida surgem as andorinhas á caça de insetos e as borboletas investem contras as poucas flores do local. Não perco tempo, e aproveito o pouco que me resta para procurar insectos sedentos de calor.


Eu abaixo-me por entre as gramíneas, lançando-me na sorte, e capto este hemiptero.


by Rui Faria
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