domingo, 5 de julho de 2015

Quercus faginea em Loures


Deveria ser um orgulho, ter um nome referente ao nosso país na designação comum desta árvore, os seus efectivos já vão rareando e os bosques destas árvores já não mais podem ser encontrados, e em vez disso ainda existem pequenos bosquetes espalhados pelas terras do centro sobretudo e exemplares isolados em sua maioria. Enquanto que no norte ainda é possível ver os diferentes estratos, a diferente evolução e os diferentes graus de maturidade do carvalho-alvarinho, bem como a sua interacção com o meio e as diferentes espécies associadas, com esta espécie o mesmo já não se aplica!


O pouco que as antigas gerações nos deixaram desta árvore, não chega para construir um puzzle multi complexo e variado, mesmo até no que toca á transição do Quercus robur a norte para com a Quercus faginea a sul. Até consigo imaginar a vista aérea de onde acabaria uma espécie (hipoteticamente) e começaria a outra,... uma longa história por certo que se esfumou á muito tempo.


Estes dois pequenos carvalhos-portugueses conquistaram refúgio nas encostas da serra da Amoreira, mas a malha urbana é implacável e o que outrora foi um íman de biodiversidade tornar-se-á lenha por certo, porque é isso que a nossa cultura vê nestas árvores, mas quem procura conhecimento e se informa, naturalmente por gosto ou bom censo, certo que já não o faz, ou já não destrói de maneira diretamente, mas na outra ponta da historia acaba por fazê-lo indiretamente como é caso da populaçao citadina.   


Mas é uma espécie magnífica que mostra em primeira mão a espantosa evolução que este tipo de árvores tomou na península ibérica!



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