segunda-feira, 20 de julho de 2015

porto ou Oporto (falésias)


Vivendo no porto, uma cidade cada vez mais badalada pelo turismo, não é fácil ser-se naturalista de proximidade, o que encontro aqui de natural são pequenos a mini recantos, onde a vida selvagem é acanhada e tímida, por isso as fotos de paisagens naturais são quase impossíveis de fazer, excepto na orla costeira portuense, mas nos demais sítios, não...
Nas minhas deslocações para o local de trabalho, que a propósito são sempre de bicicleta, da margem norte para a margem sul em Gaia, atravessando a ponte D.Luís, tenho a visão ampla e relaxante do canhão do douro em pleno Porto e Gaia com um pano de fundo das serras de Valongo. Ora então e saindo um pouco mais cedo de casa aproveito a minha própria boleia partindo à descoberta de um dos locais mais vistos e fotografados do Porto. As encostas íngremes com uma história de degradação longa, ainda apresentam flora relíquia como a Erica arborea o Acer pseudoplatanus e a Phyllirea latifolia ou a Smilax aspera por exemplo, e na primavera os sabugueiros (Sambucus nigra) pintam os socalcos abandonados com os seus belos e grandes cachos florais.

E a imagem acima? Bem, da margem norte, zoom no máximo, e apanho aqui um pequeno trecho geológico da encosta a escassos metros do tabuleiro inferior da ponte. Um pequeno trecho natural e pouco intervencionado, presumo eu!. Certo que uma visita de barco se impunha para perceber melhor a flora que ainda aí vegeta e que é difícil perceber dos múltiplos pontos de observação, porque também existem muitas exóticas, ora seria esta uma das portas de entrada do comércio de plantas antigo. 

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