sábado, 13 de junho de 2015

Oenanthe globulosa


Nos sapais da ria de Aveiro. Grandes populações desta bonita planta com flores em forma de globo.
Já conhecia esta planta na forma dos seus caules carnudos, mas agora prestei-lhe atenção, devido ao facto de ter andado à procura no baixo Vouga lagunar de uma outra planta ao que parece extremamente rara, das mais raras da península ibérica, a Avellara fistulosa. Foram 5 dias quase consecutivos, em que percorri dezenas de quilómetros pelos habitats mais promissores onde a planta poderia vegetar, mas sem sucesso (mas ainda ficaram alguns por explorar, como é óbvio seria impossível bater todas as zonas húmidas desta região em apenas 5 dias!).
 Vou então decompor uma breve descrição dessa planta, que tem uma flor amarela semelhante aos dentes-de-leão e um conjunto de folhas que lembram os alhos ou o cebolo, a própria planta destacar-se-ia na zona húmida, porque além dos ranúnculos de flor amarela, não existe outra planta que possa "atrapalhar" a busca por esta, as demais, como essa Oenanthe são de flor branca ou rosa, podendo até com alguma sorte ou azar aparecer Leontodon, (outra asteraceae de flor amarela mas de folhas peludas espalmadas e levemente recortadas) mas este já aparece alguns centímetros mais acima da zona ideal da avellara. Sim, isto porque em zonas húmidas costeiras como a ria de aveiro, a altura dos solos mede-se em centímetros!, comprovem!, basta um bocadinho alto ou um bocadinho baixo, e as espécies mudam logo!
Em todo o caso na pior das hipóteses poderia já ter passado a sua floração, o que terá ou teria tornado a tarefa de encontrá-la hercúlea! Numa outra hipótese mais triste é o facto da planta já poder estar extinta (Oxalá que não!)
Em todo o caso mais uma vez, a busca infrutífera por essa planta permitiu-me pôr o olho em outras demais, que de outra forma não teria oportunidade! Mais uma vez e outra vez pude comprovar que em alguns campos com uma certa influência extensiva de equídeos, o coberto vegetal é mais rico e variado, derivado naturalmente a 3 fatores, o seu apetitte insaciável, o pisoteio, e naturalmente os seus excrementos que enriquecem os solos. 

Fica então para o próximo ano uma busca mais intensiva e detalhada pela Avellara, isto se não tiver a sorte da encontrar por acaso nas próximas expedições, ... Anseio por tal ....
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