quinta-feira, 11 de junho de 2015

grande sanguinho


Não é fácil nos dias de hoje visionar outras árvores, diga-se de porte arbóreo significativo, que não as exóticas, carvalhos e pinheiros, mas em alguns sítios resguardados, e salvos dos machados e moto-serras, conservam-se grandes exemplares arbóreos de espécies mais pequenas, relíquias do que seria o bosque primevo do oeste atlântico. Este enorme Frangula alnus no vale do couce, é um exemplo disso, prova de que o sub coberto arbóreo seria mais rico do que se pensa. Mas não é o único, porque isto de vasculhar territórios usando a máquina do google earth tem os seus encantos, e por entre dois gigantescos penedos numa encosta granítica em Rendufinho, encontrei o maior exemplar que alguma vez havia visto! Com um tronco mais grosso que ao meu tronco (tamanho 44, hehe!) só o descobri porque a sua folhagem espreita acima da rocha imponente. O tronco espectacularmente rugoso e em parte coberto de musgo na base e envolto por uma relativa densidade de caules de Rubus sp, sombreado, oferece refúgio á variada fauna que ainda habita estas paragens.
O da imagem vegeta numa encosta fresca junto a um regato ao lado de um caminho, acompanhado por carvalhos jovens a escassos metros do rio ferreira.


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