segunda-feira, 25 de maio de 2015

choupo cresce na areia



No cabedêlo da foz do rio douro, são muitos os detritos naturais que aqui se depositam, paus, ramos, troncos, folhas, (e infelizmente também lixo antrópico)... Cheias e tempestades arrastam para este troço final do douro toda a matéria vegetal que se desprende da margem do rio e afluentes a montante, que aqui se deposita e acreditem ou não constitui um autêntico refúgio de vida selvagem. Os troncos servem de abrigo para os répteis e para uma miríade de invertebrados. É claro que sendo um lugar fortemente aprazível e apelativo, e sobretudo por se encontrar entre duas das cidades mais povoadas do país, este fenómeno, se é que lhe posso chamar isso tem sol de pouca dura. Logo que o "bom tempo" chega, começa a limpeza das praias, e, sobretudo os troncos "desaparecem" muito depressa.
Por isso a acumulação de detritos vegetais nas desembocaduras dos rios é do processo mais natural que existe, vejamos o caso de rios selvagens no Alasca, na Nova Zelândia, e um pouco por todo o mundo. São nichos que esse processo cria e é isso que eu procuro de vez em quando aqui no cabedêlo. Interessante ver cogumelos a florescer em troncos aqui na praia, depois de uma viagem atribulada, e é esse o caso da imagem acima. Um pedaço de um ramo de choupo Populus nigra, vindo de montante das margens do douro onde existe em abundância, naturalizado?, e que uma vez "descansado" na praia, rebentou. Vamos ver quanto tempo consegue sobreviver á limpeza frequente deste sítio, mas já aqui está á mais de um ano!

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