sexta-feira, 22 de maio de 2015

capra e olea


E o meu tio sabe satisfazer as necessidades dos seus animais, fruto de uma cultura antiga de aprendizagem e de usufruto da natureza, por certo também aproveitando os restos da actividade chamada "desburricar" que consiste no corte de todos os rebentos grandes ou pequenos e caules lenhosos em redor das oliveiras. 
Passado algum tempo, queima-se os ramos sobrantes e "completa-se um ciclo". 
Esta cabrita mansinha delicia-se com as folhas de oliveira. Aqui por terras quentes de Moura, é esta a árvore mais abundante, e é aquela que mais recursos dá. 


Mas no verão quem domina as suas copas são as cigarras com o seu "canto" ensurdecedor.
Esta deu-me um baile para a fotografar, porque eu preciso de a ouvir constantemente para a poder localizar no ramo, mas assim que me aproximo demasiado ela para de vocalizar, e se continuo na aproximação, ela não tem outro remédio senão fugir. Por sorte tive bom olho, e de entre a densa ramagem da oliveira lá a detetei (e fotografei!).
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