terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Barrancos aos Solavancos


Montes alentejanos quentes e tórridos, impera a esteva, no verde escuro azeitona, também árvore rainha de terras sulenses, por certo a oliveira. Mas que notória a suavidade desses montes e beleza encurvada e as linhas diagonais que nascem no mesmo sentido, nesses montes ondulados e de matagais densos, de terras inóspitas mas cobertas por essa capa, por esse manto sempre verde mediterrânico e o seu odor perfumado que viaja pelo ar, culpadas as estevas são por o libertar, tão intenso e charmoso odor, que se submete a tudo o mais e a todos os matagais. Barrancos aos solavancos, e em terras tão longínquas do interior e perto da fronteira, de segredos e de caminhos ainda não feitos. Duro é o calor que tolhe cada ser, quente é a palavra de ordem, tórrido só no verão, mas porque esses montes são, assim? Tão belos e tão suaves? Como que um espesso manto de musgo, como que um tapete perfumado, como que encantado, e sempre será, aqui, por terras lusas e mediterrânicas...

by Rui Faria
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